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Internacional
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Irã ameaça retaliação após bloqueio marítimo dos EUA

Tensões aumentam após fracasso em negociações de paz

Fernanda Lima13 de abril de 2026 às 04:25
Irã ameaça retaliação após bloqueio marítimo dos EUA

O Irã anunciou que responderá com força ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos, que entrará em vigor nesta segunda-feira, 13, causando temores de escalada em meio a um frágil cessar-fogo.

A ação dos EUA segue a uma rodada de negociações entre os dois países, que não resultou em acordo para encerrar a guerra, aumentando a tensão na região.

Detalhes do Bloqueio e Impacto Econômico

O Comando Central dos EUA informou que o bloqueio será aplicável a embarcações de todas as nações que pretendam entrar ou sair dos portos iranianos situados no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã. No entanto, navios-tanque sem origem iraniana que cruzem o Estreito de Ormuz não serão afetados.

Os preços do petróleo dispararam mais de 7%, superando os US$ 100 por barril após o anúncio do bloqueio.

A elevação dos custos do petróleo e da gasolina é uma preocupação significativa, com analistas prevendo que isso poderá contribuir para a inflação global e pressionar a economia mundial.

Respostas do Irã e EUA

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, criticou a abordagem americana, descrevendo-a como 'maximalismo'. Ele afirmou que a guarda revolucionária do Irã reagirá firmemente a qualquer embarcação militar próxima ao estreito.

Ainda assim, o governo dos EUA permanece firme que irá interceptar embarcações que tenham feito pagamento ao Irã, conforme declarado anteriormente pelo presidente Donald Trump.

"

Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto mar

Donald Trump

Possibilidades Futuras

Apesar das tensões, Trump expressou esperança de que o Irã retorne à mesa de negociações, mas também assegurou que não se importava se isso não acontecesse. Essa postura revela a complexidade do cenário político atual, com implicações profundas para a paz na região.

Qalibaf, do Irã, lembrou que a falta de confiança nas intenções dos EUA continua sendo um entrave nas negociações.

O presidente iraniano reforçou a necessidade de um acordo justo, enfatizando que a resolução do conflito pode estar ao alcance se houver um compromisso genuíno das partes envolvidas.

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