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Internacional
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Irã não confirma acordo de paz com EUA, apesar de anúncio de Trump

Presidente americano prevê assinatura iminente, mas Teerã hesita

Mariana Souza12 de junho de 2026 às 07:10
Irã não confirma acordo de paz com EUA, apesar de anúncio de Trump

Nesta sexta-feira, 12, o governo do Irã declarou que ainda não existe uma decisão sobre o acordo de paz mencionado por Donald Trump, que indicou uma possível assinatura no próximo fim de semana.

Trump, que na quinta-feira revogou a ameaça de novos ataques contra o Irã, revelou que um consenso havia sido atingido. "Acabamos de concluir um bom acordo para encerrar a guerra com o Irã e, em breve, esperamos assinar os documentos necessários, possivelmente na Europa”, afirmou o presidente dos EUA durante uma coletiva no Salão Oval.

Entretanto, Teerã, através do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, destacou que a nação ainda não definiu sua posição em relação ao suposto acordo.

Mais profundamente, a agência Tasnim lembrou que Trump já havia anunciado a iminência de um acordo em 38 ocasiões nos últimos dois meses, ressaltando a necessidade de cautela em suas declarações. "Enquanto o Irã não se manifestar oficialmente, é prudente considerar as declarações de Trump com ceticismo", concluiu a agência.

Trump expressou confiança de que o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, estaria a favor do acordo, que supostamente garantiria a reabertura do Estreito de Ormuz e impediria a fabricação de armas nucleares pelo Irã. Essa perspectiva de resolução do conflito levou uma diminuição nos preços do petróleo, com o barril de Brent caindo 1,11% para 89,37 dólares.

Retaliações e tensões regionais

Trump tinha anteriormente prometido ações militares contra o Irã, incluindo a ameaça de tomar o terminal de petróleo de Khark. Contudo, ao perceber que as conversas estavam sendo consideradas pelas principais autoridades do Irã, ele cancelou os ataques planejados, anunciando a decisão em sua rede Truth Social.

O Egito também se manifestou, instando as partes envolvidas a aproveitarem a oportunidade para firmar a paz. O cessar-fogo atual, que está em vigor desde 8 de abril, tem sido desafiado recentemente com a reemergência de combates, mais de três meses após o início do conflito.

O Exército dos EUA reportou ataques aéreos em instalações de vigilância iranianas, em resposta à ação iraniana, que disparou quase 20 mísseis contra uma base americana na Jordânia. No entanto, todos os mísseis foram interceptados. Em um contexto ainda mais tenso, o Irã intensificou os ataques contra as monarquias do Golfo com drones.

O Estreito de Ormuz tornou-se um ponto crítico, sendo bloqueado pelo Irã "até novo aviso", complicando ainda mais a passagem de navios durante a guerra.

A escalada do conflito também inclui o lançamento de mísseis por parte do Irã contra Israel em represália a ataques israelenses. Embora os dois lados tenham concordado em uma trégua na segunda-feira, os enfrentamentos continuaram, especialmente com Israel retaliando em resposta aos ataques do Hezbollah e a outros perpetrados em solo libanês.

Desde o início do conflito em 2 de março, o exército israelense implementou uma série de bombardeios no Líbano, visando o Hezbollah e resultando em um elevado número de baixas civis, totalizando mais de 3.700 mortes, principalmente no sul do país.

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