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Internacional
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Coreia do Norte lança novos mísseis, aumentando tensões regionais

Lançamentos provocam elevação do alerta militar na Coreia do Sul

Gabriel Azevedo26 de maio de 2026 às 10:35
Coreia do Norte lança novos mísseis, aumentando tensões regionais

A Coreia do Norte realizou novos testes com mísseis nesta terça-feira, 26, conforme relataram os militares da Coreia do Sul. Entre os projéteis lançados, pelo menos um era um míssil balístico de curto alcance, caindo no Mar Amarelo e exacerbando as tensões na região.

O Estado-Maior sul-coreano informou que os lançamentos ocorreram na região de Chŏngju, no oeste da Coreia do Norte, com os artefatos percorrendo aproximadamente 80 quilômetros até atingirem o mar. Este foi o oitavo teste de mísseis da Coreia do Norte em 2026, o que demonstra a continuidade de seu programa militar, apesar das sanções internacionais em vigor desde 2006, relacionadas a seus desenvolvimentos nuclear e balístico.

As forças sul-coreanas ativaram o nível de alerta e passaram a monitorar novas possíveis lançamentos.

Além disso, Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão intensificaram a troca de informações de inteligência para ficar atentos à situação. O teste desta terça-feira ocorreu após um intervalo de cerca de 40 dias, desde o último lançamento em 19 de abril, quando a Coreia do Norte anunciou testes com mísseis balísticos armados com munição de fragmentação, que é proibida por tratados internacionais.

Nos últimos meses, o regime norte-coreano também afirmou ter desenvolvido novos tipos de ogivas e tecnologias de armas modernas, indicando um esforço contínuo para aprimorar sua capacidade militar. O líder Kim Jong-un destacou, em março, que a posição da Coreia do Norte como potência nuclear é 'irreversível' e afirmou que o fortalecimento da 'dissuasão nuclear para autodefesa' é crucial para a segurança do país.

Esses testes são interpretados como um sinal de desprezo às tentativas da Coreia do Sul de estreitar laços entre os dois países, que tecnicamente permanecem em guerra desde o armistício de 1953, sem um tratado de paz formal. Kim classificou a Coreia do Sul como o 'Estado mais hostil' para a Coreia do Norte, acentuando a retórica agressiva.

Diplomacia em meio a tensões militares

Enquanto as tensões militares aumentam, rumores sobre uma possível visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Pyongyang ainda neste mês circulam na mídia sul-coreana. Se concretizada, essa visita poderia influenciar significativamente o equilíbrio diplomático na península Coreana.

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