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Internacional
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Irã não manda delegação ao Paquistão antes do fim do cessar-fogo

Negociações entre Irã e EUA em risco de fracasso iminente

Mariana Souza21 de abril de 2026 às 09:40
Irã não manda delegação ao Paquistão antes do fim do cessar-fogo

O Irã declarou nesta terça-feira que não enviou nenhuma delegação ao Paquistão para a segunda rodada de conversas com os Estados Unidos, enquanto se aproxima o término do cessar-fogo na região do Oriente Médio.

As trocas de acusação entre Teerã e Washington sobre a violação da trégua de duas semanas aumentam a tensão, com o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que o acordo termina na noite de quarta-feira.

Trump denunciou, via rede social, que o Irã infringiu as regras do cessar-fogo diversas vezes.

Histórico das Negociações

Em abril, as duas nações haviam conduzido conversas iniciais, representando o encontro mais significativo desde o estabelecimento da República Islâmica em 1979. Porém, esses diálogos não resultaram em um acordo.

Nesse ínterim, o Irã manteve o Estreito de Ormuz fechado, um ponto vital para o transporte de petróleo, enquanto Trump anunciou bloqueios nos portos iranianos.

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Nenhuma missão do Irã se deslocou a Islamabad até o momento, seja a principal ou secundária.

Trump também acusou o Irã de atacar embarcações no Estreito de Ormuz, com o país persa rebatendo ao afirmar que o bloqueio americano e a apreensão de seus navios desrespeitam o acordo estabelecido.

Sentimentos entre a População

Moradores de Teerã comentaram sobre as dificuldades enfrentadas em função do governo e da guerra, com relatos de que a vida cotidiana se deteriorou. Saghar, de 39 anos, expressou: 'Este cessar-fogo nos destruiu. Não há esperança no horizonte'.

Por outro lado, Babak Samiei, engenheiro de 49 anos, aproveitou a trégua para voltar a se exercitar, embora manifeste incerteza quanto ao futuro.

Trump afirmou que uma nova prorrogação do cessar-fogo é 'altamente improvável'.

Ele reafirmou a necessidade do Irã participar das negociações, avisando que, se o cesse-fogo falhar, 'muitas bombas começarão a estourar'.

Situação no Líbano

Enquanto isso, o Líbano permanece sob outro cessar-fogo, instaurado na semana passada após a escalada do conflito desencadeada pelo grupo Hezbollah, que disparou foguetes contra Israel em março, envolvendo o país no embate.

As autoridades israelenses e libanesas, apesar das hostilidades, planejam uma nova rodada de negociações em Washington na quinta-feira, após um levantamento que aponta para pelo menos 2.387 vítimas desde o início dos confrontos.

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