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Internacional
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Irã rejeita afirmações dos EUA sobre navios no Estreito de Ormuz

Guarda Revolucionária contesta escolta militar a embarcações comerciais

Ricardo Alves04 de maio de 2026 às 15:40
Irã rejeita afirmações dos EUA sobre navios no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã desmentiu, nesta segunda-feira (4), informações dos Estados Unidos sobre a passagem de navios comerciais de bandeira americana pelo Estreito de Ormuz, afirmando que tais alegações são completamente infundadas.

Em um comunicado, a Guarda afirmou que "nenhum navio comercial ou petroleiro" transitou pelo estreito nas últimas horas, contradizendo a declaração do Comando Central americano, que informou sobre a escolta militar a dois navios comerciais como parte de um plano iniciado pelo ex-presidente Donald Trump para restaurar o tráfego comercial na área.

O preço do barril de petróleo Brent subiu 5% nesta segunda-feira, alcançando mais de US$ 114.

As autoridades dos EUA relataram que a operação inclui embarcações de guerra com mísseis guiados, além do deslocamento de mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil soldados na região do Oriente Médio. Em resposta, a Guarda Revolucionária compartilhou um mapa mostrando novas áreas de controle marítimo, sugerindo a implementação de duas linhas de segurança como ‘novas fronteiras de controle’.

O ex-presidente Trump afirmou que qualquer interferência no tráfego marítimo na região seria combatida com rigidez, provocando tensões adicionais. Por outro lado, autoridades iranianas indicaram que a reabertura do Estreito de Ormuz está condicionada a negociações para resolver conflitos na área, incluindo a situação no Líbano.

O major-general Ali Abdollahi aconselhou as embarcações a evitarem a travessia sem a devida coordenação com as forças armadas iranianas, reforçando que ações não autorizadas podem comprometer a segurança. Recentemente, foram registrados ataques a dois navios comerciais no estreito, enquanto a Marinha iraniana anunciou que impediu a passagem de embarcações americanas e israelenses, alegando ter danificado um navio de guerra dos EUA no Golfo de Omã.

As forças militares dos Estados Unidos negaram que qualquer dano tenha ocorrido.

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