Irã rejeita negociações sob pressões de Trump em meio a conflitos
Teherã insiste em diálogo sem ameaças enquanto considera cessar-fogo

O governo do Irã declarou que não aceitará negociações com os Estados Unidos que envolvam ultimatos do presidente Donald Trump. Essa posição foi anunciada em um contexto de especulações sobre um possível cessar-fogo de 45 dias no conflito em andamento.
Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, enfatizou em coletiva que "negociações e ameaças não são compatíveis" e que acreditar num cessar-fogo significaria apenas uma pausa para reestruturação militar com fins agressivos.
✨ Trump ameaçou "desencadear o inferno" caso o Irã não atenda suas demandas para desbloquear o Estreito de Ormuz.
O presidente americano também sugeriu uma possível extensão do prazo dado ao Irã, que termina na terça-feira. Em uma entrevista à Fox News, Trump afirmou que acredita ser capaz de fechar um acordo com o país até lá.
Conforme reportado pelo portal Axios, os Estados Unidos estão em conversações com o Irã e uma coalizão de mediadores regionais para criar as bases de um cessar-fogo temporário. Para isso, mediadores paquistaneses, egípcios e turcos estão envolvidos.
Contexto das Negociações
O cessar-fogo proposto envolve a reabertura do Estreito de Ormuz e soluções para o urânio enriquecido do Irã, consideradas essenciais para o acordo.
Atualmente, o Irã está avançando em sua estratégia de controlar o estreito e prepara uma legislação para instituir tarifas de passagem para embarcações que desejarem atravessar a região estratégica.
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