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Internacional
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Itamaraty Critica Interdição da Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém

Ministério das Relações Exteriores do Brasil condena ações da polícia israelense na celebração cristã

Tiago Abech29 de março de 2026 às 17:40
Itamaraty Critica Interdição da Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém

Neste último domingo, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil expressou sua indignação acerca da proibição imposta pela polícia de Israel a um cardeal para acessar a Igreja do Santo Sepulcro, durante as celebrações do Domingo de Ramos em Jerusalém.

Restrições Recorrentes

A nota oficial do MRE ressaltou as constantes limitações enfrentadas em Jerusalém Oriental, destacando que o incômodo enfrentado pelo cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino, não é um caso isolado. Nas últimas semanas, outros membros da comunidade cristã também se depararam com barreiras para acessar o santuário e, paralelamente, muçulmanos viram seu acesso à Esplanada das Mesquitas restringido durante o Ramadã.

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As ações que limitam a liberdade de culto são preocupantes e ferem princípios fundamentais da convivência pacífica

Ministério das Relações Exteriores do Brasil

Itamaraty condena a presença contínua de Israel em Territórios Palestinos ocupados.

Repercussão Internacional

A ação da polícia israelense gerou reações contundentes do Vaticano e de diversos governos europeus, que classificaram o evento como uma violação inaceitável da liberdade religiosa.

A reação conjunta do Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa enfatizou que, pela primeira vez em séculos, clérigos foram barrados de celebrar no importante local. Durante o processo, dois líderes religiosos foram interceptados e obrigados a voltar, o que gerou uma condenação generalizada, ressaltando a falta de consideração com a fé de bilhões de pessoas ao redor do mundo.

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Esse acontecimento marca um golpe no respeito às tradições religiosas e sensibilidades dos fiéis

Instituições Religiosas de Jerusalém

Justificativas e Respostas

A polícia israelense defendeu sua decisão, alegando que as especificidades da Cidade Velha e a proximidade de locais sagrados criam um ambiente complexo, dificultando o acesso rápido de equipes de socorro em situações de emergência. Contudo, essa justificativa não foi bem recebida, resultando em condenações de líderes como a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o presidente francês, Emmanuel Macron, que expressaram apoio ao patriarca latino.

O Domingo de Ramos simboliza a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, um momento central da tradição cristã.

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