Suprema Corte de Israel suspende lei sobre serviço militar de ultraortodoxos
Decisão ocorre após protestos da oposição contra nova norma

A Suprema Corte de Israel decidiu suspender, nesta quarta-feira, 15 de novembro, uma lei que protegia homens ultraortodoxos de processos penais por evadir o serviço militar. Esta decisão vem após a lei ter sido aprovada no dia anterior e expõe as tensões entre a comunidade ultraortodoxa e o restante da sociedade israelense.
Contexto da Lei e Reações
O tribunal acatou o pedido de políticos da oposição, como Yair Lapid e Avigdor Liberman, que contestaram a legalidade da norma em um momento crítico para o Exército de Israel, que lida com a falta de recrutas. A Suprema Corte argumentou que a lei privilegia uma parte específica da população, determinando que as audiências sobre o caso serão realizadas rapidamente.
A resistência da comunidade ultraortodoxa a cumprir o serviço militar, que é obrigatório em Israel, se baseia principalmente na proteção de suas tradições religiosas. A isenção concedida a esses homens, criada em 1948, visa preservá-los de um alistamento que interferiria em seus estudos religiosos e hábitos de vida.
✨ A Suprema Corte se posicionou contra a isenção em diversas ocasiões, pedindo ao governo para convocar os ultraortodoxos para o serviço militar em 2024.
Com a recente aprovação da lei, que impede a prisão de jovens em idade de alistamento que estudam em instituições religiosas até 30 de novembro, Netanyahu visava garantir o apoio de partidos ultraortodoxos nas iminentes eleições gerais, agendadas para 27 de outubro.
Contexto Adicional
A discussão em torno do serviço militar dos ultraortodoxos é um tema quente em Israel, refletindo as divisões sociais e a pressão por maior equidade no alistamento militar em meio a conflitos regionais contínuos.
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