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Internacional
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Medvedev critica EUA como mediadores após ações contra Maduro

Ex-presidente russo destaca incongruências na abordagem americana

Tiago Abech30 de abril de 2026 às 10:25
Medvedev critica EUA como mediadores após ações contra Maduro

Dmitry Medvedev, uma figura proeminente no governo russo, questionou a capacidade dos Estados Unidos de atuarem como mediadores em conflitos internacionais, mencionando a operação liderada por Donald Trump para capturar Nicolás Maduro, ditador da Venezuela.

Em uma palestra realizada na quinta-feira (30), Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, argumentou que as ações dos EUA, como sequestrar líderes estrangeiros e iniciar conflitos, comprometem sua legitimidade como mediadores efetivos.

"

É quase impossível considerar que um país que sequestra presidentes e inicia conflitos dessa forma possa atuar como um mediador eficaz em todas as situações

Dmitry Medvedev.

Os comentários de Medvedev contrastam com a postura oficial do Kremlin, que vê os EUA como parceiros potenciais na busca por soluções pacíficas para a guerra na Ucrânia.

Medvedev também apontou que, apesar dos esforços do governo Trump para abordar a crise na Ucrânia, a administração Biden não tem conseguido agir da mesma forma.

Militarização da Europa e Recrutamento nas Forças Armadas

No mesmo evento, o ex-presidente fez observações sobre a crescente militarização da Europa, comparando-a aos preparativos da Segunda Guerra Mundial. Ele destacou que 450 mil pessoas assinaram contratos para se juntar às Forças Armadas da Rússia até 2025, com 127 mil já se alistando neste ano.

Contexto

Após uma mobilização forçada em 2022 que não teve recepção positiva, a Rússia hoje investe em recrutamento de soldados profissionais com incentivos financeiros generosos para combater na Ucrânia, um conflito que se estende por cinco anos.

As autoridades russas e ucranianas não divulgam oficialmente as estatísticas de baixas, mas o projeto Mediazona e a BBC confirmaram que houve pelo menos 213.858 mortes de soldados russos até a semana passada.

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