Israel planeja processar o NYT por reportagem polêmica

O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, refutou e criticou uma matéria do New York Times que sugeria a prática de violência sexual por soldados israelenses e guardas prisionais contra prisioneiros palestinos.
Em resposta às alegações, Netanyahu anunciou que orientou sua equipe jurídica para avaliar ações legais severas contra o diário e o jornalista Nicholas Kristof, que assinou a reportagem. O primeiro-ministro descreveu as afirmações como uma calúnia, afirmando que se chegou a criar uma falsa equivalência entre as ações do Hamas e as de suas forças armadas.
✨ Netanyahu se posiciona veementemente contra o NYT, chamando as acusações de difamação.
O primeiro-ministro alegou em um comunicado que Israel irá combater as mentiras tanto na mídia quanto na Justiça, defendendo a integridade das Forças Armadas. A ONU e diversas organizações de direitos humanos relataram episódios de violência sexual cometidos tanto por Israel quanto pelo Hamas desde o início do conflito em outubro de 2023.
Embora Netanyahu não tenha detalhado a localização ou o timing do processo, ele já havia ameaçado acionar judicialmente o NYT anteriormente, mas a ação não foi efetivada. Em contraposição, o jornal defendeu a matéria, destacando que os relatos foram verificáveis e corroborados por testemunhas e advogados.
A situação em Gaza e as acusações de violência têm recebido atenção internacional desde os ataques de outubro de 2023, que marcaram o início de um novo conflito entre Israel e grupos palestinos.
Kristof, em sua análise, também apontou que os contribuintes americanos são, indiretamente, cúmplices das ações exercidas pelas forças de defesa israelenses por meio do suporte financeiro ao Estado israelense.
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Jornalista especializado em Internacional

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