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Internacional
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Rubio lidará com ceticismo no Golfo sobre pacto com Irã

Desafios na promoção do acordo em meio a preocupações regionais

Fernanda Lima23 de junho de 2026 às 08:05
Rubio lidará com ceticismo no Golfo sobre pacto com Irã

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, desembarcará nesta terça-feira (23) no Golfo Pérsico com a missão de reforçar o acordo com o Irã, enfrentando uma recepção fria de Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait, países que expressam receios sobre a influência iraniana na região.

Esses três países foram alvos frequentes de ações hostis por parte do Irã durante o recente conflito, ao contrário de vizinhos como Arábia Saudita, Catar e Omã, que experimentaram uma redução nas hostilidades.

A situação do Kuwait é especialmente alarmante, pois depende fortemente das receitas de petróleo e é extremamente vulnerável a qualquer interrupção no Estreito de Ormuz.

Diferentemente de outros em sua vizinhança, o Kuwait não conta com sistemas de defesa antimísseis avançados, o que o torna um alvo fácil para o arsenal de mísseis de curto alcance do Irã.

Embora os países do Golfo em geral tenham comemorado o fim da guerra, a tarefa de Rubio será convencer essas nações a ver os benefícios do acordo temporário com o Irã, que confere ao país uma função formal na supervisão do tráfego no Estreito de Ormuz.

Contexto da Situação

O acordo permite que o Irã e Omã compartilhem a supervisão do tráfego comercial de uma das principais rotas marítimas do mundo, potencialmente afetando o comércio da região.

Além disso, o pacto não aborda a inquietante questão do programa de mísseis iraniano, um ponto crucial para muitos estados do Golfo, que consideram essa ameaça mais premente que a questão nuclear.

O agravo à situação do acordo fica por conta do fundo de reconstrução de US$ 300 bilhões destinado ao Irã, uma exigência de Teerã, que requer a aceitação dos Estados do Golfo. Embora Trump tenha se comprometido com recursos da região, há uma falta de disposição por parte desses países em se alinhar ao plano.

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A Arábia Saudita já manifestou a ausência de detalhes sobre a proposta, enquanto o Catar mostrou interesse, porém, sem um compromisso formal.

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