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Internacional
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Shehbaz Sharif pede cessar-fogo após ataques aéreos nos Emirados

Premiê do Paquistão destaca importância do diálogo para a paz na região

Giovani Ferreira05 de maio de 2026 às 09:35
Shehbaz Sharif pede cessar-fogo após ataques aéreos nos Emirados

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, condenou os recentes ataques aéreos direcionados à infraestrutura civil nos Emirados Árabes Unidos, ressaltando a urgência de manter um cessar-fogo na região. "É essencial que o cessar-fogo seja respeitado para promover um espaço para o diálogo que leve à paz duradoura", afirmou o premiê em suas redes sociais.

Os Emirados Árabes Unidos relataram a interceptação de mísseis lançados, supostamente, do Irã durante a noite anterior, marcando a primeira ocorrência deste tipo desde abril, quando foi declarado um espaço aéreo livre de ameaças. A ação coincide com o recente início do cessar-fogo entre os EUA e o Irã.

Três cidadãos indianos ficaram feridos em um incêndio resultantemente de um ataque com drone, atribuído a forças iranianas, revelaram as autoridades locais.

O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados condenou o ataque, qualificando-o como "traiçoeiro" e uma "escalada perigosa" que representa uma grave ameaça à segurança da nação e à estabilidade regional.

O Paquistão tem se posicionado como um mediador importante nas discussões de paz entre os EUA e o Irã. Recentemente, diplomatas de ambos os lados se reuniram em Islamabad, mas não lograram um acordo.

A tensão no Oriente Médio aumentou significativamente, com os EUA e Israel envolvidos em um conflito com o Irã, que começou em fevereiro, após ataques coordenados que resultaram na morte do líder iraniano Ali Khamenei. O confronto já causou milhares de mortes e uma escalada de ataques entre o Irã e seus vizinhos, com o Hezbollah também se envolvendo nos confrontos.

Após a morte de Khamenei, seu filho, Mojtaba Khamenei, foi escolhido como novo líder supremo do Irã, uma mudança que especialistas não acreditam que alterará a repressão no país. Ex-presidente Donald Trump criticou essa escolha, afirmando que Mojtaba seria "inaceitável" na liderança iraniana.

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