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Internacional
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Trump intensifica pressões e desafia aliados e potências médias

A crescente agressividade dos EUA cria dilemas para países como Brasil e Índia.

Camila Souza Ramos23 de abril de 2026 às 16:55
Trump intensifica pressões e desafia aliados e potências médias

A postura cada vez mais agressiva e intervencionista de Donald Trump levanta novos desafios não apenas para adversários como China e Irã, mas também para antigos aliados europeus e potências médias, incluindo Brasil, Índia, Indonésia, África do Sul e Turquia.

Esses países buscam encontrar um equilíbrio entre conformismo e uma confrontação cuidadosa, em um cenário onde os EUA exigem total alinhamento a seus interesses sob a ameaça de marginalização.

O contexto se torna ainda mais complexo com o início do segundo mandato de Trump, onde os EUA intensificaram ameaças e ações contra nações como Venezuela e Irã.

Apesar das novas tensões, a estrutura de poder global, frequentemente hierárquica e desigual, não é uma novidade. As potências médias continuam a lutar por um espaço mais relevante, enfrentando restrições impostas por nações mais poderosas.

Contexto do BRICS

Formado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia, China e, posteriormente, África do Sul, o BRICS busca fortalecer a representação de potências emergentes na arena internacional.

O Paquistão, ao mediar entre EUA e Irã, exemplifica como potências atômicas buscam se posicionar além de seus interesses imediatos, enquanto a Turquia atua como mediadora entre Rússia e Ucrânia, buscando construir diálogos fora das estruturas convencionais.

Em abril de 2026, a Turquia sediou um fórum de potências médias, reunindo mais de 6.400 representantes de 150 países, incluindo o embaixador Celso Amorim, que representou o Brasil durante uma agenda do presidente Lula na Europa.

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Ben Hubbard, do New York Times, destacou a urgência de as potências médias dependerem menos das grandes potências e buscarem parcerias regionais para a autogestão.

Pesquisadores brasileiros, em estudo recente, apontam que as potências médias enfrentam desafios significativos ao tentar mobilizar-se dentro do arranjo global, frequentemente constrangidas por países mais poderosos, levando ao que chamam de 'armadilha das potências emergentes'.

Mesmo à distância, Lula manifestou apoio aos debates em Antalya, criticando os permanentes do Conselho de Segurança da ONU, que ele considera como 'senhores da guerra' que minam a credibilidade da organização.

A declaração de Lula reflete o descontentamento entre líderes de potências emergentes quanto à ordem internacional atual.

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