Trump intensifica pressões e desafia aliados e potências médias
A crescente agressividade dos EUA cria dilemas para países como Brasil e Índia.

A postura cada vez mais agressiva e intervencionista de Donald Trump levanta novos desafios não apenas para adversários como China e Irã, mas também para antigos aliados europeus e potências médias, incluindo Brasil, Índia, Indonésia, África do Sul e Turquia.
Esses países buscam encontrar um equilíbrio entre conformismo e uma confrontação cuidadosa, em um cenário onde os EUA exigem total alinhamento a seus interesses sob a ameaça de marginalização.
✨ O contexto se torna ainda mais complexo com o início do segundo mandato de Trump, onde os EUA intensificaram ameaças e ações contra nações como Venezuela e Irã.
Apesar das novas tensões, a estrutura de poder global, frequentemente hierárquica e desigual, não é uma novidade. As potências médias continuam a lutar por um espaço mais relevante, enfrentando restrições impostas por nações mais poderosas.
Contexto do BRICS
Formado em 2009 por Brasil, Rússia, Índia, China e, posteriormente, África do Sul, o BRICS busca fortalecer a representação de potências emergentes na arena internacional.
O Paquistão, ao mediar entre EUA e Irã, exemplifica como potências atômicas buscam se posicionar além de seus interesses imediatos, enquanto a Turquia atua como mediadora entre Rússia e Ucrânia, buscando construir diálogos fora das estruturas convencionais.
Em abril de 2026, a Turquia sediou um fórum de potências médias, reunindo mais de 6.400 representantes de 150 países, incluindo o embaixador Celso Amorim, que representou o Brasil durante uma agenda do presidente Lula na Europa.
"Ben Hubbard, do New York Times, destacou a urgência de as potências médias dependerem menos das grandes potências e buscarem parcerias regionais para a autogestão.
Pesquisadores brasileiros, em estudo recente, apontam que as potências médias enfrentam desafios significativos ao tentar mobilizar-se dentro do arranjo global, frequentemente constrangidas por países mais poderosos, levando ao que chamam de 'armadilha das potências emergentes'.
Mesmo à distância, Lula manifestou apoio aos debates em Antalya, criticando os permanentes do Conselho de Segurança da ONU, que ele considera como 'senhores da guerra' que minam a credibilidade da organização.
✨ A declaração de Lula reflete o descontentamento entre líderes de potências emergentes quanto à ordem internacional atual.
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