CNJ propõe regulamentação sobre produção de conteúdo por crianças
Regras visam proteger crianças e adolescentes na internet

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresentou uma proposta na sessão de terça-feira (9) que regula a autorização judicial para a participação de crianças e adolescentes em produções artísticas e publicitárias nas plataformas digitais.
A iniciativa estabelece proteções fundamentais como a preservação da criança em ambiente escolar e cuidados patrimoniais para influenciadores mirins. De acordo com o grupo de trabalho do CNJ, a falta de controle judicial poderia direcionar a produção de conteúdo apenas por critérios financeiros e de engajamento, sem considerar a proteção das crianças.
✨ Todo conteúdo que envolva a imagem ou cotidiano de crianças e adolescentes deve obter um alvará judicial, com validade de até 12 meses para crianças e 18 meses para adolescentes.
O conselheiro relator da proposta, Fábio Esteves, destacou que a criação do alvará é um mecanismo de proteção ao direito ao não-trabalho infantil. Ele enfatizou que essa responsabilidade é um esforço conjunto entre Estado, famílias, a sociedade e as plataformas digitais.
Esteves também destacou que um dos pilares da proposta é garantir que as crianças mantenham acesso à educação e tenham tempo para brincar, estudar, conviver em família e descansar. Além disso, o juiz pode impor medidas de proteção financeira sobre os rendimentos que crianças e adolescentes geram com suas atividades.
Contexto
A proposta agora seguirá para discussão no CNJ, com a próxima sessão marcada para 23 de junho, conforme informado pelo presidente do STF e do CNJ, Edson Fachin.
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