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Justiça
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Defesa de Henrique Vorcaro nega acusações de compra de silêncio

Advogados solicitam revisão da prisão preventiva do cliente

Gabriel Rodrigues19 de junho de 2026 às 16:25
Defesa de Henrique Vorcaro nega acusações de compra de silêncio

Os advogados de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pediram a revogação da prisão preventiva de seu cliente, alegando irregularidades no procedimento que culminou na medida e negando que ele tenha tentado subornar a irmã de um Sicário.

Irregularidades na prisão preventiva

Na petição protocolada ao ministro André Mendonça do STF na última sexta-feira (19), a defesa argumentou que a prisão de Vorcaro se baseou em um relatório da Polícia Federal que não foi acessível à defesa antes do julgamento. Trechos desse relatório foram utilizados para justificar a prisão durante a deliberação.

Acusações de compra de silêncio

Os advogados também solicitaram que Joana Mourão, irmã de Luiz Fellipe Mourão, conhecido como Sicário, fosse ouvida, em resposta a alegações de que pessoas ligadas a Vorcaro tentaram comprar seu silêncio. Um relatório da PF publicada recentemente revelou comunicações entre Joana e investigados, nas quais ela afirmaria ter documentos que poderiam comprometer a reputação de Vorcaro e sua família.

Defesa nega denúncias e se defende

De acordo com a PF, Manoel Mendes Rodrigues, associado a Vorcaro, teria intermediado pagamentos destinados a evitar que Joana colaborasse com as investigações, destacando que ela relatou dificuldades financeiras e teria pressionado pessoas próximas a Vorcaro por ajuda financeira. No entanto, a defesa contra-ataca, alegando que nunca houve tentativa de compra de silêncio, e que Joana buscava valores que considerava devidos em relação a contratos anteriores à morte de Sicário.

Contexto das Alegações

Os repasses mencionados na investigação são oriundos de um projeto imobiliário em Campo Grande (RJ), e os pagamentos foram formalmente registrados, segundo os advogados.

Além de revogar a prisão, a defesa requisitou o depoimento de Henrique Vorcaro e Joana Mourão, bem como a posição da Procuradoria-Geral da República sobre a documentação apresentada.

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