MPF solicita proibição de remoções de pessoas em situação de rua
Ação judicial visa proteger direitos de população vulnerável

A Procuradoria da República em Sergipe requereu à Justiça, nesta quarta-feira, a suspensão de remoções forçadas realizadas pela prefeitura de Aracaju, visando proteger os direitos da população em situação de rua.
A ação, apoiada pela Defensoria Pública e pelo Ministério Público estadual, tramita na 1ª Vara Federal e se baseia em alegações de violência institucional contra essa comunidade vulnerável.
✨ Abordagens abruptas e apreensões de bens essenciais foram registradas no último mês, gerando preocupações sobre o tratamento dispensado a essa população.
Um episódio relevante ocorreu em fevereiro, quando agentes da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Guarda Municipal intervieram na Praça Fausto Cardoso. Pessoas que dormiam sob a marquise tiveram seus pertences, como colchões e roupas, recolhidos sem aviso prévio.
A gestão da prefeita Emília Corrêa defendeu que tal atuação visava à saúde pública, após relatos de acúmulo de resíduos. No entanto, testemunhas indicaram a presença de agentes armados e a eliminação de itens básicos, incluindo alimentos e produtos de higiene.
A procuradora Martha Figueiredo, responsável pela ação, destacou que tais medidas infrigem direitos fundamentais e não reconhecem a vulnerabilidade das pessoas afetadas. Em abril de 2025, recomendações anteriores para evitar tais práticas foram desconsideradas pela prefeitura.
✨ A procuradora enfatizou que é necessário oferecer alternativas dignas de inclusão social em vez de utilizar força para desocupar áreas.
Além disso, a ação judicial evidencia falhas na política de acolhimento a essas pessoas. Aracaju possui apenas 90 vagas em abrigos, enquanto um censo realizado em 2024 revelou 623 indivíduos vivendo nas ruas da cidade, evidenciando a falta de capacidade da rede de assistência.
Contexto
Apenas 35 vagas estão disponíveis pelo governo estadual, insuficientes para atender a demanda de 75 municípios sergipanos.
A prefeitura ainda não respondeu oficialmente ao pedido do Ministério Público Federal, que critica a gestão pela abordagem feita e a não destinação adequada a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Após o evento de fevereiro, a prefeitura declarou que não houve intenção de promover uma ‘higienização social’ e alegou que orientou as pessoas a descartar apenas materiais indesejados.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Justiça

Advogada Argentina Retorna ao País Após Polêmica em Ipanema
Agostina Páez se declara arrependida após ofensas raciais em bar do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro: Violência Policial Marca Protesto Estudantil em Escola
Mobilização por afastamento de professor acusado de assédio termina em intervenção policial e agressões.

Moraes analisa limites da colaboração premiada no STF
Responsabilidade judicial em discussão sobre delações

Acusado de estupro coletivo se entrega à polícia em Betim
Homem fugiu após prisão em 2021 e foi recapturado neste domingo





