Mulher de 37 anos enganou família ao se passar por adolescente
Caso ocorreu em Joinville, SC, e envolveu estelionato e falsas identidades

Uma mulher de 37 anos foi detida nesta terça-feira (2) em Joinville, Santa Catarina, após se passar por uma adolescente de 12 anos e enganar uma família ao longo de um ano. Amanda Maria Souza de Oliveira fingiu ser Ana Clara dos Santos Oliveira, evocando uma história de exploração sexual e maus-tratos para obter acolhimento.
O caso remonta a agosto de 2022, quando, em uma tentativa de fuga, Amanda declarou aos guardas municipais de Jundiaí, São Paulo, que havia escapado de um ambiente de exploração sexual em Fortaleza, Ceará. Ela alegou que estava sob um regime de cárcere privado imposto por pessoas que afirmavam ser seus pais e que, desde a infância, tinha sido forçada a manter relações sexuais com diversos homens.
✨ Amanda foi acolhida após relatos de abuso, mas sua verdadeira identidade foi descoberta posteriormente.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher havia viajado até Jundiaí com um caminhoneiro que era seu cliente. Logo após ser acolhida, recebeu cuidados médicos e foi inserida em uma rede de apoio local. No entanto, sua verdadeira identidade foi revelada e, ao ser investigada, a Polícia Civil confirmou que Amanda na verdade tinha 34 anos na época dos incidentes.
Após a denúncia apresentada à Justiça em junho de 2023, a mulher não compareceu ao tribunal nem designou um advogado. A juíza Jane Rute Nalini Anderson suspendeu o processo por 12 meses, após falhar em localizar Amanda.
Investigação revela fraudes anteriores
O desfecho desse esquema começou quando uma tia da família adotiva suspeitou da verdadeira idade de Amanda e decidiu alertar as autoridades. A família adotiva, inicialmente cética, descobriu que a mulher tinha um histórico criminal envolvendo fraudes em outros estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
✨ A investigação revelou que Amanda possuía passagens criminais em cinco estados.
Amanda se fez passar por uma adolescente ao se integrar a uma igreja em Joinville, onde declarou ter sofrido abusos. O pastor local ofereceu apoio, levando-a a uma família que felizmente a acolheu, não sabendo da verdadeira identidade dela.
Contexto
O caso levanta questões sobre a vulnerabilidade de pessoas em busca de acolhimento e a necessidade de ferramentas mais robustas para verificação de identidade em situações de amparo social.
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