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Segurança
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Thawanna Salmázio morre após ser baleada por PM em São Paulo

Investigação aponta suporte insuficiente após agressão policial

Fernanda Lima11 de abril de 2026 às 09:25
Thawanna Salmázio morre após ser baleada por PM em São Paulo

Thawanna da Silva Salmázio, uma ajudante geral de 31 anos, faleceu em decorrência de hemorragia interna causada por um tiro recebido durante uma abordagem policial na zona leste de São Paulo. O caso gerou grande repercussão, levando a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) a iniciar investigações pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) revelou que Thawanna morreu devido a um ‘agente perfuro contundente’. O disparo foi realizado pela soldado da Polícia Militar, Yasmin Cursino Ferreira, após um desentendimento entre ela e Thawanna no dia 3 de abril.

A dinâmica do incidente

Conforme imagens das câmeras corporais dos policiais, a discussão teve início após um contato entre o retrovisor da viatura e o marido de Thawanna, Luciano Gonçalves dos Santos. A troca de palavras se intensificou rapidamente, culminando no momento em que Yasmin efetuou o disparo.

Thawanna era mãe de cinco filhos e havia completado 32 anos no dia 8 de abril.

Após o tiro, mesmo com o chamado do soldado Weden Silva para o socorro, Thawanna permaneceu no chão por vários minutos sem assistência médica adequada, uma vez que a ambulância chegou apenas cerca de meia hora após o incidente.

Repercussão e investigação

A advogada da família, Viviane Leme, criticou a conduta dos policiais e alegou que houve uma falta de humanidade no tratamento dispensado a Thawanna. Em sua análise, o comportamento da soldado foi inadequado, considerando que a situação envolvia cidadãos comuns e não criminosos.

Contexto sobre o caso

O inquérito policial militar foi iniciado para apurar a situação, e a SSP-SP afirmou que todas as câmeras corporais foram integradas aos procedimentos de investigação. O Ministério Público também iniciou uma apuração adicional sobre o caso.

A situação acendeu um debate sobre o uso da força pelas autoridades e a presença de empatia nas ações policiais, evidenciando a urgência de uma revisão nos protocolos de abordagem e atendimento em emergências.

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