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Justiça
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PF recomenda inquérito contra Karina Gama por desvio de verbas

Empresária é acusada de desviar recursos em ONGs e eventos.

Mariana Souza11 de junho de 2026 às 14:15
PF recomenda inquérito contra Karina Gama por desvio de verbas

A Polícia Federal (PF) enviou nesta quinta-feira, 11, um parecer à Procuradoria-Geral da República sugerindo a abertura de um inquérito contra Karina Gama, acusada de suposto envolvimento em um esquema de desvio de verbas públicas em caráter interestadual.

Karina é proprietária da Go Up Entertainment, empresa responsável pela cinebiografia 'Dark Horse', que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A denúncia, que alimentou o documento da PF, foi formalizada por parlamentares do PT na noite de quarta-feira, 10, durante uma visita à Superintendência da PF.

Esquema de desvios e superfaturamento

O relatório que embasa a investigação se baseia em uma matéria do Intercept Brasil, publicada na segunda-feira, 8. De acordo com as informações, a ONG Instituto Conhecer Brasil, comandada por Karina Gama, teria desviado recursos que totalizam cerca de 11 milhões de reais, recebidos do Sesi entre 2017 e 2018, para a realização da ‘Feira da Cidadania’ em diversos estados.

Auditorias da CGU apontaram irregularidades significativas e superfaturamento em projetos financiados pela entidade.

Os dados revelam que o Instituto atuava como fachada para desviar verbas, utilizando notas fiscais fraudulentas e reportando entregas inexistentes. Nos Estados de Goiás, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Tocantins, Maranhão e Bahia, houve alegações de despesas que não foram devidamente comprovadas.

Contexto Adicional

As investigações daControladoria-Geral da União (CGU) sugerem que o Instituto Conhecer Brasil não possuía a estrutura necessária para cumprir com os contratos estabelecidos, atuando apenas como um nome registrado, sem funcionários ou capital social adequado.

O parecer que acende a luz vermelha sobre possíveis irregularidades foi assinado pelos deputados do PT: Pedro Uczai (SC), Erika Kokay (DF) e o vereador Nabil Bonduki (SP). As investigações ainda estão em andamento, e os desdobramentos poderão impactar o futuro de Karina Gama e sua empresa.

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