Ex-deputado Rodrigo Bacellar é acusado de obstruir investigações

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (18) aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Assim, ele se torna réu em um processo que investiga supostos vazamentos de informações relacionadas a investigações policiais.
O relator Alexandre de Moraes, que já havia se manifestado favoravelmente ao recebimento da acusação na última sexta-feira (14), contou com o apoio dos ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, formando assim um placar de 3 a 0. Resta a votação do ministro Flávio Dino.
Além de Bacellar, foram considerados réus o desembargador Macário Ramos Júdice Neto, a esposa do ex-deputado TH Joias, Jéssica de Oliveira Lima, e o assessor parlamentar Thárcio Nascimento Salgado. Todos estão sendo investigados por uma possível atuação coordenada para dificultar uma investigação acerca de uma organização criminosa armada.
✨ O vazamento de informações sigilosas permitiu que TH Joias se esquivasse da operação policial, retirando bens de sua residência antes da chegada das autoridades.
A PGR alega que no dia anterior à operação, Macário teria informado previamente a Bacellar sobre ações policiais que seriam realizadas. Isso teria possibilitado a Bacellar comunicar a TH Joias sobre a ação da polícia, permitindo que ele se preparasse para evitar a prisão.
Entre as provas apresentadas pela PGR, destaca-se uma conversa entre Bacellar e TH Joias que ocorreu na véspera da operação. Moraes analisou as evidências e argumentou que a denúncia traz elementos suficientes para justificar a abertura do processo penal.
A Operação Zargun foi deflagrada em setembro de 2025 e investiga uma organização criminosa que atua em diversas frentes no estado do Rio de Janeiro, com foco no tráfico de influências e lavagem de dinheiro.
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