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política
2 min de leitura

STF investiga Lulinha por suspeitas de corrupção relacionadas à saúde

Inquérito autorizado por André Mendonça apura ligações com lobista.

Gabriel Rodrigues30 de julho de 2026 às 18:25
STF investiga Lulinha por suspeitas de corrupção relacionadas à saúde

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu início a um inquérito focado em Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha. A investigação surge após um pedido da Polícia Federal que acusa Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de possível tráfico de influência e corrupção, em conexão a negócios envolvendo o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, popularmente chamado de Careca do INSS.

As suspeitas surgiram no contexto da Operação Sem Desconto, que investiga desvios relacionados a aposentadorias e pensões. A PF está atenta a como Lulinha e Careca poderiam ter se relacionado no setor de cannabis medicinal. Em 2024 e 2025, Careca tentou firmar um contrato significativo com o Ministério da Saúde para venda de produtos à base de canabidiol, mas a negociação não avançou.

Lulinha é questionado por sua suposta influência no ministério para favorecer o lobista Careca em negócios relacionados à cannabis.

De acordo com as informações, Careca contratou a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, para ajudar a promover acordos no governo federal em nome da empresa dele, a World Cannabis. Roberta refuta qualquer irregularidade, alegando que nunca transferiu quantias a Lulinha por seus serviços. Em janeiro, outros detalhes sobre as movimentações de Lulinha surgiram: ele teria realizado 1,5 mil transações bancárias, totalizando R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026.

Contexto Adicional

O encontro entre Careca e Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde, indicou que o ministério não tinha interesse em negócios relacionados à empresa de Careca, o que foi reforçado por declarações posteriores de Barbosa. Ele afirmou que a agenda de encontro ocorreu sem influências externas e que o ministério não adquiriu produtos do lobista.

Marco Aurélio de Carvalho, advogado de Lulinha, comentou que a nova investigação é resultado da falta de evidências na primeira investigação associada ao INSS. Ele argumenta que Lulinha não tem relações diretas com os negócios do Careca e vê a situação atual como uma possível busca por provas irrelevantes.

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