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Meio Ambiente
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Brasil registra 37,5 milhões de ocorrências de biodiversidade em 2025

Dados do IBGE revelam aumento significativo em registros de espécies

Acro Rodrigues26 de maio de 2026 às 10:15
Brasil registra 37,5 milhões de ocorrências de biodiversidade em 2025

O Brasil contabilizou 37,5 milhões de registros de ocorrências de espécies até dezembro de 2025, representando um impressionante crescimento de 65,49% em comparação a 2022, de acordo com a Avaliação dos Dados sobre a Biodiversidade Brasileira – 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (26).

Principais Grupos Taxonômicos

O estudo, que utiliza informações do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr), analisou nove principais grupos taxonômicos. Entre eles, as aves se destacaram, com 19.011.519 ocorrências, seguidas por plantas vasculares, com 11.157.476, e artrópodes, com 3.694.793.

Os grupos que mostraram maior crescimento em relação a 2022 incluíram fungos, com um aumento de 176,6%, mamíferos com 155%, e peixes ósseos, que cresceram 139,9%.

Melhora na Qualidade dos Dados

A pesquisa aponta uma melhoria significativa na qualidade dos dados, com 34,1% dos registros classificados como 'Nível 1', contra 32,74% em 2022. As aves se destacam, com quase metade das ocorrências nessa categoria. Os répteis também mostraram progresso, subindo de 11% para 24%.

Entretanto, a falta de coordenadas geográficas ainda impacta cerca de 9,45 milhões de registros, além de problemas persistentes como redundâncias e falhas na identificação taxonômica.

Contribuição das Iniciativas de Ciência Cidadã

De acordo com Leonardo Bergamini, gerente de Meio Ambiente e Geografia do IBGE, a análise abrangente dos dados auxilia no desenvolvimento de políticas públicas e no planejamento territorial, fundamentais para a conservação dos serviços ecossistêmicos. O estudo ainda revela que iniciativas de ciência cidadã foram responsáveis por 49,83% dos registros e 93,84% das ocorrências de aves.

As desigualdades regionais são evidentes, com maior concentração de dados nas regiões Sudeste e litorais, enquanto o Norte, especialmente em estados como Pará e Amazonas, ainda apresenta lacunas significativas. Em 2025, 376 municípios registraram menos de dez ocorrências, e 43 não tiveram nenhum registro na base.

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A ampliação dessa base técnica pode apoiar planejamento ambiental e ações de adaptação climática em áreas rurais

Leonardo Bergamini

Poconé, no Mato Grosso, destacou-se ao registrar 897.113 ocorrências, demonstrando a relevância desse tipo de levantamento para o setor agropecuário. Contudo, o crescimento dos dados parece ocorrer de forma mais acentuada em regiões já conhecidas, o que limita diagnósticos mais abrangentes.

O IBGE informa que parte dos resultados está acessível no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), permitindo consultas por município e unidade da federação. Embora haja avanços na digitalização e no acesso aos dados, a redução das lacunas geográficas e a melhoria da completude dos registros continuam essenciais para análises mais precisas sobre biodiversidade e formulação de políticas públicas.

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