Governo amplia ações para evitar impactos de nova estiagem na Amazônia
Medidas visam garantir transporte e abastecimento na região Norte

O Governo Federal anunciou, na última quarta-feira (13), a implementação de novas ações preventivas destinadas a mitigar os efeitos de uma possível estiagem na Amazônia em 2026.
As iniciativas abrangem desde planejamento de dragagens até a manutenção hidroviária, o reforço da sinalização náutica e o monitoramento das condições de navegabilidade, com o intuito de garantir o transporte de pessoas, o abastecimento das cidades e o fluxo de mercadorias na região Norte.
✨ As novas ações são uma resposta a eventos de seca severa ocorridos em 2023 e 2024, que causaram impactos significativos na navegabilidade de rios como Amazonas e Solimões.
Em 2024, o nível do Rio Amazonas em Itacoatiara (AM) chegou a 83 centímetros, enquanto em Parintins (AM), a marca de 1,9 metro foi a menor registrada em 49 anos, conforme dados do Ministério de Portos e Aeroportos.
Impactos das estiagens
Os episódios de seca prejudicaram a circulação de embarcações, dificultaram o transporte de alimentos, medicamentos, e água potável, e impactaram as atividades de pesca e agricultura familiar, além de isolar comunidades dependentes da navegação.
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) está desenvolvendo o Painel de Monitoramento das Hidrovias, uma ferramenta que deverá compilar dados hidrológicos, informações operacionais e alertas, com a função de apoiar decisões relacionadas à dragagem e à manutenção dos canais.
Embora a data de lançamento do sistema ainda não tenha sido divulgada, o ministro Tomé Franca destacou que a ação antecipada visa a minimizar os impactos sociais e econômicos.
Otto Luiz Burlier, secretário nacional de Hidrovias e Navegação, enfatizou a importância do acompanhamento contínuo dos níveis dos rios e da definição de trechos prioritários na elaboração do planejamento.
Além disso, Edme Tavares, diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), informou que existem contratos permanentes para a manutenção hidroviária, aumentando a capacidade de resposta para as situações que possam surgir.
O governo está concentrando esforços em monitoramento e intervenções preventivas para garantir a navegabilidade durante a estação seca, cuja efetividade dependerá da evolução dos níveis dos rios e da implementação das ações nas áreas consideradas críticas.
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