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Agronegócio
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FAO discute impactos do El Niño na segurança alimentar da América Latina

Reunião aborda medidas para mitigar efeitos climáticos na agricultura

Fernanda Lima14 de maio de 2026 às 13:10
FAO discute impactos do El Niño na segurança alimentar da América Latina

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) reuniu especialistas nesta quinta-feira (14) para abordar as possíveis consequências do fenômeno climático El Niño na segurança alimentar da América Latina.

Julian Báez Benítez, representante da Organização Meteorológica Mundial (OMM), alertou que o El Niño de 2026 pode ser um dos mais severos da última década, causando ondas de calor, secas extensas e inundações em várias regiões, em especial nos países andinos e na América Central.

Os impactos devem ser agudos: o Sul do Brasil enfrentará chuvas excessivas e riscos de inundações, enquanto o Nordeste poderá sofrer com secas severas.

Os participantes do encontro enfatizaram que o fenômeno não apenas ameaçará a produção agrícola, mas também aumentará os custos, que já são pressionados pela alta nos preços dos combustíveis e fertilizantes decorrentes do conflito no Oriente Médio.

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A ação é urgente e deve incluir a restauração de solos e o financiamento adequado ao setor rural

Rocio Medina Bolívar, diretora regional do FIDA.

A vulnerabilidade dos pequenos e médios produtores foi um tema central da discussão, com os participantes pedindo por um fortalecimento dos sistemas de proteção social e extensão do seguro agrícola.

Lena Savelli, diretora regional do Programa Mundial de Alimentos (PMA), destacou a crescente frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos e a necessidade de evitar crises humanitárias, utilizando ferramentas como seguros rurais e sistemas de crédito.

Contexto

Sistemas de alerta climático são cruciais, pois permitem que os governos atuem de forma proativa, melhorando a eficiência na resposta a emergências.

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