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Meio Ambiente
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Re.green restaurará Flona do Bom Futuro gerando créditos de carbono

Congresso garante expansão de projetos sustentáveis na Amazônia

Carlos Silva07 de maio de 2026 às 13:10
Re.green restaurará Flona do Bom Futuro gerando créditos de carbono

A Re.green foi a vencedora de uma concessão para restaurar áreas desmatadas na Floresta Nacional do Bom Futuro, em Rondônia. O projeto, focado na geração de créditos de carbono, promete provocar impactos ambientais positivos e novas fontes de renda.

Em entrevista à CNN, o CEO da empresa, Thiago Picolo, destacou que áreas públicas que foram desmatadas e permanecem improdutivas representam uma grande oportunidade para o Brasil. A concessão, que abrange 59 mil hectares, terá duração de 40 anos e é o primeiro projeto federal voltado à restauração ambiental nesse contexto.

A recuperação ambiental pode gerar mais valor econômico do que manter atividades de baixa produtividade.

Picolo explicou que a abordagem econômica do projeto enfatiza os benefícios da restauração em comparação com a continuidade de atividades que não geram resultados sustentáveis. Ele afirmou: “Restaurar uma floresta pode ter um retorno econômico muito superior ao de práticas não produtivas.”

Desde sua fundação há quatro anos, a Re.green já administrava cerca de 40 mil hectares de áreas privadas antes desta concessão. O objetivo é expandir as operações, focando em áreas públicas degradadas sem privatizar a floresta. Picolo enfatizou que a empresa é responsável pela restauração, mas a proteção da floresta seguirá sob a tutela do governo.

Ele também mencionou aspectos da modelagem da concessão que facilitaram a implementação do projeto, como a geração de receitas por meio de créditos de carbono, que está em expansão no mercado voluntário. Além disso, as responsabilidades sobre a área foram claramente divididas: a empresa assume os riscos associados, enquanto o governo assegura a integridade da flora.

O governo mostra-se disposto a criar modelos replicáveis e atrair investimentos privados para atingir metas ambientais ambiciosas.

Picolo acredita que há uma disposição no governo para desenvolver projetos que apoiem iniciativas como o compromisso de zerar o desmatamento até 2030 e restaurar áreas danificadas.

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