Conferência discutirá o aumento da seca global e seus impactos

A 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (COP17) está prevista para começar neste domingo (17) em Ulaanbaatar, Mongólia, com a seca como um de seus principais tópicos de discussão.
De acordo com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), a intensidade e a frequência das secas aumentaram quase 30% desde o ano 2000. No Brasil, o problema se agravou em julho de 2026, com 157 municípios enfrentando seca severa.
O Monitor de Secas, coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e respaldado por dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), revela uma queda drástica na umidade do solo, gerando estresse hídrico para a vegetação e prejuízos à agricultura.
✨ Neste ano, os territórios indígenas afetados pela seca severa aumentaram de três para 17 em apenas um mês.
José Antonio Marengo, coordenador-geral de pesquisa e desenvolvimento do Cemaden, destacou que o Brasil apresenta uma tendência de ressecamento, caracterizada pela diminuição da precipitação e pelo aumento das temperaturas. Essa situação intensifica o risco de secas nos meses seguintes.
O avanço da seca é evidente também em regiões rurais e em assentamentos, onde a quantidade de áreas em seca extrema subiu de duas para 44 e em seca severa, de 102 para 309, concentrando-se principalmente em estados como Pará, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas.
As secas agrícolas e hidrológicas têm afetado tanto a produção rural quanto os recursos hídricos, impactando diretamente o abastecimento de água, a geração de energia e a biodiversidade.
Na Amazônia, diversos rios atingiram os menores níveis já registrados em 2023 e 2024, dificultando o transporte fluvial e prejudicando o abastecimento da população. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o fenômeno do El Niño, que deverá intensificar-se entre agosto e outubro de 2026, está associado à redução das chuvas e ao aumento das temperaturas.
Durante a COP17, os governos participarão de debates acerca do monitoramento das secas, alertas e medidas de adaptação e gestão de água, destacando a crescente importância desse tema para a segurança alimentar e a produção global.
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!

Especialistas alertam sobre os impactos climáticos em diferentes regiões

Estudo destaca que nenhum país está imune a crises alimentares.

Semana do Meio Ambiente instiga reflexão sobre a preservação das florestas, água e solo

Previsões climáticas indicam condições adversas para agricultura e pecuária