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Bolsa de Nova York encerra em baixa sob pressão do setor tecnológico

Mercados reagem à cúpula entre EUA e China sem anúncios significativos.

Giovani Ferreira15 de maio de 2026 às 17:35
Bolsa de Nova York encerra em baixa sob pressão do setor tecnológico

As principais bolsas de valores em Nova York apresentaram queda nesta sexta-feira, 15, impulsionadas por uma combinação de ações do setor tecnológico em baixa, aumento nos rendimentos dos títulos do Tesouro e crescente cautela diante das tensões geopolíticas.

O fechamento ocorre após uma cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, que não resultou em novidades econômicas significativas. O índice Dow Jones registrou uma perda de 1,07%, terminando em 49.526,17 pontos. O S&P 500 caiu 1,24%, alcançando 7.408,50 pontos, enquanto o Nasdaq viu uma redução de 1,54%, ao fechar a 26.225,14 pontos.

Setor de tecnologia foi o mais afetado, com perdas significativas.

Na análise da semana, os índices mostraram variações mais contidas: o Dow Jones caiu 0,16%, o S&P 500 teve uma leve alta de 0,13% e o Nasdaq apresentou uma queda de 0,08%. As ações de tecnologia dominaram as perdas, com a Intel caindo 6%, a AMD 5,7%, e a Micron Technology perdendo 6,6%. A Cerebras Systems teve uma queda acentuada de 10% após uma alta recente.

Por outro lado, o setor de energia se destacou com um aumento no preço do petróleo que se aproximou de US$ 110 por barril, resultando em alta de 4% para a ExxonMobil e 2,3% para a Chevron.

No que diz respeito às relações comerciais, Trump anunciou que a China irá adquirir aviões e soja dos Estados Unidos, mas descartou discussões sobre tarifas. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, mencionou que ambos os países decidiram ampliar o comércio bilateral dentro de uma estrutura com reduções tarifárias mútuas.

Contexto do Mercado

Especialistas do Charles Schwab acreditam que a queda do mercado reflete a falta de progresso nas negociações sobre o Irã e a possibilidade de um agravamento do conflito no Oriente Médio. Além disso, os investidores estão atentos à inflação acima do esperado nos Estados Unidos, o que levou ao aumento dos juros dos Treasuries e expectativas de uma nova alta nas taxas de juros.

Nesse clima de incertezas, o foco dos investidores em nível global permanecerá dividido entre políticas monetárias norte-americanas, a evolução das negociações comerciais com a China e os riscos geopolíticos. Para o setor agrícola, as promessas de compras chinesas de soja ainda requerem detalhes adicionais para entender seu impacto real no comércio e nos preços.

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