Cacau registra alta na bolsa de Nova York com demanda em recuperação
Aumento nos preços é impulsionado por dados de vendas de chocolates.

Sinais de recuperação da demanda por cacau impulsionaram uma significativa alta nos preços da amêndoa na bolsa de Nova York nesta segunda-feira (4/5). Os contratos com vencimento em julho subiram impressionantes 7,98%, atingindo US$ 3.883 por tonelada.
Segundo Lucca Bezzon, analista da StoneX, a recente valorização não possui um motivo único claro, mas é impulsionada por uma posição vendida relevante por parte dos fundos, a maior registrada desde 2019. Bezzon observa também que ótimos resultados financeiros de grandes empresas de chocolates, como Hershey's e Mondelez, tiveram um papel crucial. Ambos superaram as expectativas de vendas, sugerindo que a demanda por seus produtos se mantém forte, mesmo em um ambiente de preços elevados.
✨ Cacau e suas perspectivas: o cenário indica uma possível recuperação nas moagens do produto.
Outro fator que balança os preços é a evolução das entregas de cacau na Costa do Marfim. Até o momento, foram entregues 1,5 milhão de toneladas na safra atual, uma leve queda de 0,1% em comparação ao ano passado. Bezzon ressalta que essa redução por si só não justificaría uma alta de mais de 7%, sugerindo que o mercado pode estar se antecipando a um cenário de produção mais desafiador no próximo ciclo, influenciado pelo fenômeno El Niño e o aumento nos custos de fertilizantes.
Cenário do Mercado Agrícola
No lado do açúcar, a instabilidade no mercado de petróleo continua a influenciar os preços internacionalmente. Os contratos de açúcar demerara para julho fecharam em alta de 2,27%, cotados a 15,29 centavos de dólar por libra-peso. O aumento recente nos preços do petróleo, que subiu cerca de 5%, tende a favorecer a produção de etanol em detrimento do açúcar.
Quanto ao suco de laranja, o concentrado e congelado (FCOJ) também registrou uma ligeira alta, encerrando a sessão com um incremento de 0,85%, a US$ 1,9090 por libra-peso. Por outro lado, o preço do algodão recuou, com os contratos para julho fechando em queda de 1,51%, a 82,92 centavos de dólar por libra-peso. O café, por sua vez, viu uma leve diminuição de 0,31%, com os contratos para julho cotados a US$ 2,8550 por libra-peso.
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