Tendências no mercado agrícola refletem preocupações climáticas

Os preços do cacau permanecem estáveis na bolsa de Nova York em meio a preocupações sobre uma possível escassez da amêndoa. Após uma alta de 7% na última sessão, o valor avançou 1,85% nesta segunda-feira, com contratos para dezembro cotados a US$ 6.771 a tonelada.
As condições climáticas adversas nas principais regiões produtoras, como Costa do Marfim e Gana, estão prejudicando a qualidade dos grãos. As chuvas durante o desenvolvimento dos cacaueiros podem impactar negativamente a safra que se inicia em breve, correspondente ao ciclo 2026/27.
Depois de uma queda anterior, o preço do algodão também se recuperou, com os lotes de dezembro apresentando um aumento de 1,93% e fechando a 93,14 centavos de dólar por libra-peso. Pery Pedro, consultor de mercado, destaca que os preços têm subido desde abril devido a uma seca severa que afetou as lavouras nos Estados Unidos.
O açúcar por sua vez reagiu após um recuo significativo, registrando um aumento de 1,42%, com contratos para outubro a 17,81 centavos de dólar por libra-peso. Os efeitos potenciais do fenômeno El Niño são um fator de preocupação, especialmente em nações como a Índia e a Tailândia, que são grandes produtores.
Apesar de uma ligeira baixa nos preços do café arábica, os contratos para dezembro recuaram 0,43% e estão cotados a US$ 3,1285 por libra-peso. O Brasil, maior produtor mundial deste café, está finalizando sua colheita, que até agora atingiu 97% da safra 2026/27, embora ainda esteja abaixo das médias anteriores.
Os contratos de suco de laranja concentrado e congelado tiveram uma queda expressiva de 5,34% na bolsa de Nova York, sendo cotados a US$ 1,3725 por libra-peso. Este movimento é significativo no atual contexto do mercado.
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Jornalista especializado em Mercado Financeiro

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