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Mercado Financeiro
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Cotação do cacau sobe 12%, investidores garantem lucros

Clima do oeste africano preocupa produtores para a safra 2026/27

Camila Souza Ramos12 de maio de 2026 às 15:50
Cotação do cacau sobe 12%, investidores garantem lucros

Investidores no setor do cacau arrecadaram lucros significativos após um aumento de mais de 12% nas cotações das amêndoas, levando os futuros ao maior índice em quase cinco meses. Entretanto, na última sessão, realizada em 12 de maio, os contratos para julho encerraram em queda de 2,59%, sendo cotados a US$ 4.587 a tonelada.

O foco agora dos investidores se volta para as condições climáticas que afetarão a safra 2026/27, especialmente no oeste africano. Com a colheita prevista para iniciar em outubro, as preocupações aumentam devido ao fenômeno El Niño, que pode impactar negativamente a principal região produtora de cacau do mundo.

Desempenho do Algodão

O algodão enfrentou desvalorização em Nova York, acompanhando novas estimativas sobre a oferta global. Os contratos para julho fecharam com queda de 1,65%, a 86,32 centavos de dólar por libra-peso. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) previu uma produção mundial de algodão na safra 2026/27 de 25,26 milhões de toneladas, representando uma diminuição de 5,3% em comparação ao período anterior.

Apesar da diminuição na oferta, a demanda global por algodão deve aumentar para 26,49 milhões de toneladas, marcando um crescimento de 1,26% em relação ao ano anterior.

Em relação ao Brasil, o país deve exportar 3,27 milhões de toneladas, um aumento de 2,19%, solidificando sua posição como o principal fornecedor global. Por outro lado, a produção de algodão nos EUA está projetada em 2,9 milhões de toneladas, uma queda de 4,3% em relação à última safra.

Mercado do Café e Açúcar

O café arábica teve uma sequência de perdas na bolsa de Nova York, com o fechamento dos contratos de julho apresentando uma queda de 0,76%, orçado em US$ 2,8015 por libra-peso. Por outro lado, o açúcar viu um leve aumento em Nova York, com contratos de demerara para julho subindo 0,67%, alcançando 15,01 centavos de dólar por libra-peso, influenciado pela alta do petróleo.

A recente valorização do petróleo, que aumentou mais de 3%, pode levar as usinas de cana a priorizarem a produção de etanol em detrimento ao açúcar.

Alta do Suco de Laranja

O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) teve um desempenho notável em Nova York, com os lotes para julho subindo 4,90%, cotados a US$ 1,9260 por libra-peso.

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