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Cacau lidera alta nas commodities com demanda crescente

Preços do cacau disparam em Nova York, impulsionados por fatores de mercado

Gabriel Rodrigues16 de junho de 2026 às 16:55
Cacau lidera alta nas commodities com demanda crescente

O cacau destacou-se entre as commodities na bolsa de Nova York, com contratos para setembro subindo 6,60%, alcançando US$ 4.234 por tonelada. Esse movimento é impulsionado por um aumento na demanda e pela melhora do apetite dos investidores por riscos.

De acordo com Lucca Bezzon, analista da StoneX, a redução das tensões no Oriente Médio incentivou o interesse por ativos de maior risco, como o cacau. Bezzon também destacou que a moagem de cacau na Costa do Marfim, que cresceu 40% em maio, superou as expectativas do mercado.

Costa do Marfim é o maior produtor mundial de cacau e a moagem é um termômetro da demanda global.

Café e outras commodities

O café teve um desempenho positivo, com o arábica para setembro subindo 5,25%, cotado a US$ 2,7280 a libra-peso. Este aumento também foi impulsionado por um interesse maior em ativos de risco e pela lentidão na colheita no Brasil.

Analistas da StoneX notaram que fundos de investimento, que estavam vendidos, começaram a efetuar lucros, o que ajudou a elevar os preços. Adicionalmente, os estoques de café na bolsa americana seguiram em baixa, atingindo níveis historicamente baixos.

Desempenho de outras commodities

Após dois dias de fortes quedas, o preço do suco de laranja congelado sofreu uma nova baixa de 4,56%, fechando a US$ 1,4765 por libra-peso. Já o açúcar, que havia enfrentado cinco quedas consecutivas, registrou uma leve alta de 0,85%, para 14,31 centavos de dólar a libra-peso.

O algodão também se valorizou, com contratos para dezembro aumentando 1,22%, alcançando 77,75 centavos de dólar a libra-peso.

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