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Cacau e suco de laranja sobem, enquanto café registra queda

Mercados agrícolas mostram movimentos distintos em NY.

Gabriel Rodrigues03 de agosto de 2026 às 15:55
Cacau e suco de laranja sobem, enquanto café registra queda

O cacau continua em ascensão na bolsa de Nova York, dando seguimento ao crescimento observado em julho, que chegou a quase 30%. No primeiro pregão de agosto, as cotações da amêndoa para entrega em setembro aumentaram 10,04%, alcançando US$ 5.939 a tonelada.

Conforme Carolina Franca, analista da Hedgepoint Global Markets, a valorização do cacau é influenciada pelos possíveis efeitos do fenômeno El Niño na produção dos principais países que cultivam a commodity. Neste momento, há uma preocupação com as chuvas excessivas em Gana, que ocupa a segunda posição entre os maiores produtores de cacau do mundo.

Preocupações com as chuvas excessivas em Gana podem comprometer a oferta de cacau.

Além de Gana, as condições climáticas na Costa do Marfim, que lidera a produção global, também geram apreensões. O clima úmido pode deteriorar a qualidade da safra devido ao aumento do risco de doenças fúngicas nos cacaueiros.

Avanços em Outros Produtos Agrícolas

O suco de laranja teve um incremento pelo quarto dia consecutivo. Os lotes do produto concentrado e congelado (FCOJ) para setembro avançaram 2,19%, atingindo US$ 1,5835 a libra-peso.

O açúcar também apresentou uma alta considerável, com os lotes de demerara para outubro subindo 2,39%, para 15,01 centavos de dólar a libra-peso. De acordo com a Barchart, essa elevação deve-se a uma crescente previsão de déficit na produção global para 2026/27.

Os preços do algodão também tiveram um aumento, com os contratos com vencimento em dezembro subindo 0,95%, para 82,57 centavos de dólar a libra-peso.

Cenário Desfavorável para o Café

Em contraste com os demais produtos, o café registrou uma queda significativa. Os contratos para dezembro caíram 3,16%, alcançando US$ 3,0470 a libra-peso, diante de um movimento de realização de lucros. Investidores decidiram embolsar lucros após recentes aumentos, devido às preocupações com as chuvas excessivas nos principais locais de produção no Brasil, que é o maior produtor de café arábica.

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