Cacau mantém preços estáveis em Nova York com El Niño no radar
Preços do cacau têm alta devido a fatores climáticos e preocupações com a produção

Os preços do cacau na bolsa de Nova York continuam firmes, mesmo após um aumento significativo de 7% no dia anterior. Nesta quinta-feira, os contratos com vencimento em setembro registraram uma alta adicional de 5,51%, alcançando US$ 5.247 por tonelada.
Conforme Carolina França, analista da Hedgepoint Global Markets, o mercado está atento aos fundamentos que influenciam a oferta, especialmente a confirmação do fenômeno El Niño, que pode afetar a produção na temporada 2026/27. De acordo com França, a preocupação com esse evento climático levou o regulador de cacau da Costa do Marfim a suspender vendas para o próximo ciclo.
"Além das interações do El Niño, as chuvas em regiões produtivas da África também têm suscitado preocupações sobre a colheita e o surgimento de doenças nos cacaueiros.
Com o impacto do El Niño já absorvido pelos investidores, Carolina França destaca que o próximo foco deve ser a divulgação dos dados de moagem de cacau do segundo trimestre, previstos para serem divulgados em julho, que poderão moldar as expectativas sobre os preços futuros.
Outras commodities em movimento
Em relação ao suco de laranja, observou-se uma queda pelo quarto dia consecutivo, com os lotes para setembro recuando 2,77%, fechando a US$ 1,4220 por libra-peso. O café também teve desvalorização na bolsa de Nova York, com os contratos do arábica para setembro caindo 0,29%, a US$ 2,7640 por libra-peso.
Por outro lado, o algodão teve uma leve alta de 0,93%, com os lotes de dezembro encerrando a US$ 76,97 centavos por libra-peso, enquanto o açúcar registrou um aumento de 0,57%, com os contratos de demerara para outubro subindo para 14,10 centavos.
✨ Cacau e suas dinâmicas de preço são fortemente influenciados por condições climáticas e decisões regulatórias.
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