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Mercado Financeiro
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Cacau ultrapassa US$ 4000 em alta impulsionada por fatores climáticos

Mercado reage a preocupações com colheitas na Costa do Marfim

Fernanda Lima05 de maio de 2026 às 10:40
Cacau ultrapassa US$ 4000 em alta impulsionada por fatores climáticos

O preço do cacau disparou e ultrapassou a marca de US$ 4.000 nesta terça-feira, com uma alta de 4,35%, após uma recente valorização de 7,98%. No mercado de Nova York, contratos da variedade com vencimento em julho de 2026 estão cotados a US$ 4.054 por tonelada.

Fatores que impulsionam a alta

A valorização do cacau é atribuída a uma combinação de questões climáticas e estruturais. As chuvas irregulares na Costa do Marfim, o maior produtor mundial, em um momento crítico para a safra intermediária, têm gerado apreensão sobre a oferta global da commodity.

De acordo com o Mercado do Cacau, aumentou a perspectiva de quedas na produtividade e qualidade dos grãos durante as fases finais da colheita na região oeste da África.

A escassez de fertilizantes e a iminente chegada do fenômeno El Niño também estão contribuindo para a volatilidade dos preços.

Análise do Mercado

A StoneX ajustou suas projeções, reduzindo as expectativas de excedente global para as temporadas de 2025/26 e 2026/27, indicando um cenário de menor disponibilidade de cacau no curto prazo.

Outras commodities

O preço do café também está em ascensão, com os contratos de julho de 2026 subindo 2,80%, cotados a 2,9335 centavos de dólar a libra-peso. A instabilidade no Oriente Médio e bloqueios no Estreito de Ormuz continuam a afetar a oferta global de café.

O açúcar experimenta uma leve alta, avançando 0,13% e negociado a US$ 15,31 a libra-peso, enquanto o preço do algodão sobe 1,03%, atingindo 83,77 centavos de dólar por libra-peso.

Em contrapartida, os contratos de suco de laranja apresentam queda de 3,72%, com o preço atual a US$ 1,8355 a libra-peso.

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