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Mercado Financeiro
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Contratos futuros sobem com preocupações sobre comércio internacional

Alta nos preços do café, cacau e algodão diante de tensões geopolíticas.

Gabriel Azevedo20 de abril de 2026 às 15:45
Contratos futuros sobem com preocupações sobre comércio internacional

Os contratos futuros de commodities mostraram um desempenho positivo nesta segunda-feira (20), influenciados pela crescente preocupação com o comércio internacional, especialmente devido à continuidade do conflito no Oriente Médio.

Avanço nos preços do café

Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros de café com vencimento em julho registraram uma alta de 1,23%, fechando a US$ 2,8775 por libra-peso. O aumento nos preços foi impulsionado pelo anúncio do Irã sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, uma movimentação que provoca incertezas na rota marítima vital para o comércio global.

O fechamento do estreito de Ormuz poderá restringir a oferta de café e elevar os custos de transporte, seguro e combustível.

De acordo com o Barchart, a expectativa por uma safra recorde de café no Brasil, prevista em 75,9 milhões de sacas para 2026/27, pode minimizar a pressão por novas altas nos preços.

Aumento nos preços do cacau

Os contratos futuros do cacau também apresentaram um crescimento significativo, subindo 3,51% e alcançando US$ 3.395 por tonelada. Esse aumento se dá em meio a temores de interrupções na cadeia de fornecimento, exacerbados pelo fechamento do estreito, que afeta a oferta de fertilizantes e eleva as taxas de frete.

Dados recentes do relatório Commitment of Traders (COT) indicam um incremento nas posições vendidas por fundos de investimento em cacau.

Situação do açúcar e algodão

No segmento do açúcar, os contratos futuros para julho mostraram leve alta de 1,19%, com preços situados em 13,64 centavos de dólar por libra-peso. Essa elevação é resultado de uma expectativa de menor excedente global, após a Czarnikow revisar suas projeções.

No mercado de algodão, os preços avançaram 0,26%, negociados a 79,96 centavos de dólar por libra-peso. O movimento foi sustentado pela queda do índice do dólar e pelo aumento do preço do petróleo, em resposta à instabilidade no fornecimento global.

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