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Café se valoriza apesar de clima adverso no Brasil

Mercado de café enfrenta desafios com chuvas atypicas e baixa colheita

Fernanda Lima01 de julho de 2026 às 17:30
Café se valoriza apesar de clima adverso no Brasil

Os preços do café estão em alta, com os contratos de arábica fechando a US$ 3,0990 por libra-peso, após um aumento de 4,54% na bolsa de Nova York nesta quarta-feira (1°). Essa movimentação é impulsionada por preocupações em torno das chuvas excessivas que afetaram as lavouras no Brasil.

O Brasil, maior produtor mundial de arábica, registrou chuvas atípicas em junho, conforme apontado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Tradicionalmente, este mês é marcado por precipitações escassas, mas em 2026 os volumes foram inesperados, comprometendo o progresso da colheita da safra 2026/27.

Até 28 de junho, a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) atingiu apenas 24,9% da área de colheita, o menor índice desde 2018.

Além de derrubar grãos, as chuvas dificultam a secagem e aumentam o risco de mofo, afetando a qualidade. Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, sugere que as dificuldades climáticas podem criar oportunidades para cafeicultores que ainda não finalizaram suas vendas.

Movimentações em Outros Produtos

O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) também apresentou forte alta, com os contratos para setembro subindo 3,84%, a US$ 1,7160 por libra-peso. O algodão viu um aumento de 1,35% nos lotes para dezembro, alcançando 77,84 centavos de dólar por libra-peso. Já o açúcar subiu 1,15% em sua quarta alta consecutiva, enquanto o cacau registrou leve aumento de 0,28%, cotado a US$ 5.092 a tonelada.

Contexto

As condições climáticas adversas têm um impacto significativo nos preços das commodities, refletindo tanto na produção quanto na qualidade final dos produtos. A atenção dos investidores se volta para a adaptação e resposta da agricultura diante das mudanças climáticas.

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