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Exclusão do Brasil da UE afeta mercado de carnes

Corte nas exportações de carne gera queda nas ações de empresas brasileiras

Ricardo Alves09 de junho de 2026 às 05:10
Exclusão do Brasil da UE afeta mercado de carnes

A decisão da União Europeia de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal está causando danos imediatos às empresas do setor de carnes brasileiras. As ações da MBRF caíram 4,95%, enquanto Minerva Foods e os BDRs da JBS registraram quedas de 3,26% e 4,78%, respectivamente.

O analista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, comentou que a situação é bastante desafiadora. "Esse veto é extremamente negativo. O Brasil já enfrentava limitações com a cota chinesa para carne bovina e as tarifas dos Estados Unidos. Agora, somamos essa nova complicação da Europa. O mercado externo parece estar se fechando para o Brasil este ano", analisou.

Com a proibição, as exportações brasileiras para a UE podem perder cerca de US$ 2 bilhões.

Um comunicado do Ministério da Agricultura confirmou que o Reino Unido deve seguir o exemplo da UE, suspendendo suas compras de produtos de origem animal brasileiros. A nova regulamentação europeia, que entra em vigor em 3 de setembro, foi uma reafirmação de uma decisão de maio, que baseou-se em preocupações quanto à segurança alimentar e ao uso de antimicrobianos.

Contexto

A UE proíbe a importação de carnes de animais tratados com antibióticos que promovem crescimento ou usados para infecções humanas, o que afeta os produtos brasileiros que não atenderam aos requisitos.

"

A CEO da consultoria Agrifatto, Lygia Pimentel, ressaltou que a quantidade de carne bovina comprada pela Europa representou apenas 3,5% das exportações, o que pode não ter um impacto tão severo quanto parece.

Além disso, a indústria pode direcionar os produtos que seriam vendidos à Europa para o mercado interno, minimizando o impacto. Na cadeia produtiva do frango, as fiscalizações já existem, mas a UE está em busca de um nível de controle adicional, com a necessidade de veterinários oficiais fazendo a supervisão nas granjas, conforme afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA.

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