Produção de uvas no Paraná muda foco e cresce a agroindústria
Aumento na produção de uvas direcionadas à agroindústria é destacado.

A produção de uvas no Paraná enfrenta uma transformação, com um aumento da quantidade destinada à agroindústria, embora as uvas de mesa ainda assegurem a maior parte dos lucros provenientes dessa atividade.
Essas informações foram reveladas no Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) nesta quinta-feira (16). O boletim também apresenta uma análise sobre a viticultura no Brasil e no cenário global.
✨ Em 2024, a uva foi a quarta fruta mais produzida globalmente, com o Brasil ocupando a 12ª posição no ranking de produção, representando 2,4% do total mundial.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), a produção global de uvas alcançou 75,9 milhões de toneladas, cultivadas em 6,4 milhões de hectares. A pesquisa da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) destaca que 49,2% dessa produção foi consumida in natura, 42,3% transformada em vinhos e 7,6% em uvas-passas.
Para 2026, o boletim prevê que o Brasil colherá 2,2 milhões de toneladas de uvas em 83,2 mil hectares. O Rio Grande do Sul é o líder na produção nacional, contribuindo com 47,7% do total, focando principalmente na fabricação de vinhos e derivados.
No Paraná, o estado se posiciona em quinto lugar na produção nacional, com 2,7% de participação e uma estimativa de 58 mil toneladas cultivadas em cerca de 4 mil hectares em 2026.
Dados apontam que, em 2025, a viticultura ocupou 3,2 mil hectares, gerando 50,4 mil toneladas e um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 389,7 milhões, colocando a uva na terceira posição em termos de renda entre as frutas do estado.
Nos últimos dez anos, a viticultura paranaense apresentou alterações significativas, com uma redução na área cultivada e na produção. Entre 2016 e 2025, a área diminuiu em 21% e a produção caiu 6,3%.
"Apesar do crescimento das uvas destinadas à agroindústria, as uvas de mesa permanecem como as principais responsáveis pela receita do setor. Em 2025, elas geraram R$ 312,3 milhões, o que equivale a 80,1% do VBP estadual.
Marialva se destaca na produção de uvas finas de mesa, cultivando 450 hectares e colhendo 13,5 mil toneladas com um VBP de R$ 129,6 milhões, representando uma significativa parte da produção estadual.
Rosário do Ivaí, por sua vez, lidera na produção de uvas rústicas, enquanto Bituruna se destaca na produção voltada à agroindústria, com 1,5 mil toneladas convertidas em vinhos e sucos.
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