Operadora filipina pede intervenção do Cade em leilão de terminal

A operadora filipina ICTSI fez um apelo ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) em relação à proposta de reorganização da BTP (Brasil Terminal Portuário) apresentada pelas armadoras MSC e Maersk. O pedido foi protocolado na última quinta-feira (13), no qual a ICTSI acredita que um desinvestimento por parte das empresas seria inviável antes da concessão do contrato do Tecon Santos 10.
Segundo as alegações da ICTSI, um desinvestimento efetivo da MSC ou Maersk exigiria entre dois a três anos para ser concluído. Portanto, isso poderia resultar na operação simultânea das duas companhias durante o período de construção do novo terminal, potencialmente em desacordo com as normas de concorrência.
"As requerentes sempre reconheceram que um desinvestimento efetivo, apto a introduzir terceiro independente no mercado, não se compatibiliza com solução instantânea, rápida ou simples
✨ A ICTSI considera insuficiente o prazo de 180 dias proposto para o desinvestimento.
Atualmente, o porto de Santos conta com três terminais de contêineres, sendo um deles operado pela BTP, onde MSC e Maersk têm participação equivalente de 50% cada.
A proposta de leilão do Tecon Santos 10 já enfrentou diversos adiamentos, com a última versão sugerida limitando a participação de operadores a menos de concursos diretos. O governo atual busca um procedimento em fase única, exigindo a venda de ativos por operadores antes de assumir novos contratos.
Além disso, a ICTSI solicita que a análise do processo não seja tratada como rito sumário, mas sim que ganhe um rito ordinário, levando a questão para uma instância superior do Cade. O grupo filipino busca também apurar a suposta coordenação entre MSC e Maersk para limitar a concorrência no mercado de Santos.
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