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Mercado Financeiro
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Juros futuros na B3 caem com liquidez reduzida e dólar fraco

Mercado reage a dados econômicos e declarações do governo

Gabriel Rodrigues03 de julho de 2026 às 18:50
Juros futuros na B3 caem com liquidez reduzida e dólar fraco

Nesta sexta-feira, 2 de dezembro, os juros futuros na B3 apresentaram uma queda expressiva, com os contratos intermediários e de longo prazo caindo cerca de 10 pontos-base. A ponta curta também registrou uma diminuição, alcançando momentos em que ficou abaixo de 14%.

Esse movimento ocorreu em um ambiente de liquidez baixa, impulsionado pela queda do dólar, por dados da indústria mais fracos do que o esperado, e por declarações do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.

Taxa do DI para janeiro de 2027 cai para 14%.

Ao final do pregão, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 foi ajustada para 14%, uma queda em relação aos 14,043% do dia anterior. O contrato para janeiro de 2029 recuou de 14,398% para 14,25%, enquanto o para janeiro de 2031 diminuiu de 14,51% para 14,385%.

Segundo Igor Campos, gestor de renda fixa da Armor Capital, a diminuição nas taxas pode ser atribuída à liquidez reduzida devido ao feriado antecipado do Dia da Independência nos Estados Unidos e ao retorno de uma alta observada no pregão anterior. Ele destacou que as declarações de Ceron foram cruciais para aliviar a pressão principalmente nos vértices intermediários e longos da curva de juros.

Ceron, em entrevista à Folha de S.Paulo, afirmou que o Tesouro Nacional está preparado para intervir no mercado caso necessário, para garantir a liquidez. Ele mencionou que, se for preciso recomprar títulos atrelados à inflação, como as NTN-B, o Tesouro está em posição de fazê-lo.

Por outro lado, Sergio Goldenstein, sócio da Eytse Estratégia, apontou que o verdadeiro desafio está na curva prefixada, onde o apetite por investimentos permanece baixo. Ele sugeriu que a atenção do Tesouro deveria se concentrar nessa área específica.

Adicionalmente, o mercado monitorou os resultados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) do IBGE, que indicou um declínio de 0,2% na atividade industrial entre abril e maio, em contraste com previsões de crescimento de 0,2%.

Apesar da queda nas taxas nesta sexta-feira, a curva a termo acabou por apresentar inclinação positiva ao longo da semana. A expectativa para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) indica 72% de chance de um corte de 0,25 ponto percentual, frente a 28% de manutenção da taxa Selic.

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