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Mercado Financeiro
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Mercado de soja enfrenta pressão com cotações divergentes

Influências externas e variações regionais marcam o dia

Mariana Souza25 de junho de 2026 às 08:15
Mercado de soja enfrenta pressão com cotações divergentes

O mercado da soja passou por um dia de significativa volatilidade, com influências externas se fazendo notar e cotações internas variando entre as principais regiões produtivas.

De acordo com a TF Agroeconômica, a queda nos preços do petróleo, o clima benéfico nos Estados Unidos e a valorização do dólar em relação ao real impactaram os negócios nesta quarta-feira.

Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho teve uma queda de 0,74%, encerrando a US$ 11,0875 por bushel, enquanto o vencimento de agosto recuou 0,65%, ficando a US$ 11,1675. O óleo de soja registrou uma perda de 1,60%, em contraste com um leve aumento de 0,23% no farelo.

As previsões de chuvas no Meio-Oeste americano, justamente no início da floração, reduziram o suporte para as cotações.

Na Argentina, o esmagamento de maio cresceu 20,15% em comparação a abril, totalizando 4,18 milhões de toneladas, o que representa o maior volume desde o recorde de 2021.

Esse aumento no esmagamento também pressionou os preços do farelo e do óleo.

No Brasil, enquanto o dólar ajudava a manter alguns preços, as altas nos fretes e as limitações na armazenagem restringiram os avanços.

Em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, o preço da soja subiu 1,99%, atingindo R$ 128 por saca, com o porto de Rio Grande cotado a R$ 133. O estado finalizou a colheita com uma produção estimada de 19 milhões de toneladas, 11,3% abaixo do esperado inicialmente.

No município de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, o preço por saca chegou a R$ 131, refletindo custos rodoviários até 16% mais altos.

No Paraná, o indicador Cepea subiu 0,32%, estabelecendo-se em R$ 125,96, enquanto Paranaguá encerrou o dia cotado a R$ 132,40.

A soja permanece como o principal produto da Valor Bruto da Produção estadual em 2025, somando R$ 42,3 bilhões.

Em Mato Grosso do Sul, os preços mantiveram estabilidade, sendo pressionados pela elevação do diesel e pela falta de espaço nos armazéns.

Por fim, em Mato Grosso, os preços apresentaram oscilações. A colheita do milho safrinha alcançou 20,86% e a dívida problemática no crédito rural atingiu R$ 21,78 bilhões, com uma projeção de 48,88 milhões de toneladas para a produção de soja em 2026/27, representando uma queda de 5,2%.

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