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Mercado Financeiro
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Trigo dispara em Chicago devido a tensões no Oriente Médio

Alta foi influenciada pela guerra entre EUA e Irã

Ricardo Alves13 de abril de 2026 às 17:00
Trigo dispara em Chicago devido a tensões no Oriente Médio

Os preços do trigo na bolsa de Chicago finalizaram o primeiro dia da semana em alta significativa, com os contratos de entrega para maio elevando-se em 1,97%, alcançando US$ 5,8225 por bushel, impulsionados por eventos recentes no Oriente Médio.

Alta de 1,97% nos preços do trigo.

Jonathan Pinheiro, analista de riscos da StoneX, explicou que o mercado de trigo enfrenta volatilidade devido à situação da guerra na região. Os rumores de um possível cessar-fogo entre os EUA e o Irã, seguidos por ataques militares contínuos e o fechamento do estreito de Ormuz, aumentaram a apreensão em relação às compras do cereal naquela área.

Além disso, as condições climáticas nos EUA geram preocupações, com a falta de chuvas nas principais regiões produtoras de trigo de inverno. A consultoria Granar alertou que as precipitações previstas para esta semana devem ser inferiores ao necessário.

Soja e milho em tendência oposta

Após uma alta na semana anterior, os preços da soja apresentaram uma queda nesta segunda-feira. Os contratos com entrega para maio fecharam em US$ 11,6225 por bushel, com uma desvalorização de 1,15%. De acordo com Ale Delara, director da Delara Agronegócios, a queda está ligada à correção nos preços do óleo de soja, que também registrou leve baixa.

Delara apontou que o foco do mercado agora se volta para as condições climáticas da safra americana de 2026/27, cuja semeadura se aproxima rapidamente. "Os investidores estão cientes de que a situação no Oriente Médio não será resolvida em breve, portanto, o clima se torna o principal fator de atenção em relação à soja", destacou.

No que diz respeito ao milho, houve leves flutuações nos preços na bolsa de Chicago, com os contratos de maio apresentando uma queda de 0,17%, fechando a US$ 4,4025 por bushel.

Contexto Adicional

A Argentina, maior exportador mundial de farelo de soja, vive uma greve de caminhoneiros que provocou um aumento superior a 4% no preço do produto na última sexta-feira, destacando a interconexão entre a produção agrícola e eventos socioeconômicos regionais.

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