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Mercado de soja no Brasil mantém ritmo moderado e cotações instáveis

Cotação da oleaginosa oscila, enquanto dólar e Chicago impactam negócios

Fernanda Lima17 de abril de 2026 às 19:00
Mercado de soja no Brasil mantém ritmo moderado e cotações instáveis

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana em um ritmo de negociações moderado, marcado por flutuações ao longo do dia. O analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, observou que a sessão apresentou dois momentos distintos, refletindo a instabilidade nos principais formadores de preço.

No início do dia, tanto o dólar quanto a Bolsa de Chicago apresentaram queda, o que pressionou as cotações e diminuiu a oferta nos portos, resultando em um cenário de preços fracos. Essa situação provocou uma menor disposição de venda por parte dos produtores, que estavam cautelosos quanto à comercialização.

À medida que o dia avançava, Chicago começou a reverter sua trajetória, embora as oscilações tenham permanecido limitadas. Nesse contexto, os preços da soja passaram a mostrar estabilidade com leves quedas, variando conforme a localidade e as condições de pagamento definidas.

No mercado físico brasileiro, as cotações apresentaram comportamento misto, com algumas regiões mantendo os preços estáveis e outras registrando pequenas quedas.

Cotações de soja por região

Passo Fundo (RS): R$ 122,00 | Santa Rosa (RS): R$ 123,00 | Cascavel (PR): R$ 118,00 | Rondonópolis (MT): R$ 108,00 | Dourados (MS): R$ 110,00 | Rio Verde (GO): R$ 110,00 | Paranaguá (PR): R$ 128,00 | Rio Grande (RS): R$ 128,00.

No mercado futuro de Chicago, os contratos da soja encerraram a sessão de sexta-feira, 17, com leve alta, influenciados pelo ajuste de carteiras antes do final de semana e pelo comportamento de outros ativos econômicos. Na semana, o contrato para maio caiu 0,71%.

A desvalorização do dólar frente a outras moedas aumentou a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, enquanto a queda acentuada do petróleo, em meio a uma expectativa de avanços nas negociações do Oriente Médio, limitou a recuperação dos preços da oleaginosa.

O mercado também acompanha de perto o início do plantio da nova safra nos Estados Unidos. A previsão de chuvas pode adiar os trabalhos nos campos, mas também favorece o desenvolvimento inicial das lavouras.

Os contratos de maio na Bolsa de Chicago registraram um aumento de 3,50 centavos de dólar, encerrando a US$ 11,67 1/4 por bushel. Por outro lado, o farelo de soja teve uma queda de US$ 0,90, enquanto o óleo de soja também recuou 1,17 centavo.

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com uma baixa de 0,18%, sendo negociado a R$ 4,9933 para venda e R$ 4,9813 para compra, depois de oscilar entre R$ 4,9502 e R$ 4,9922 durante o dia.

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