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Preços de grãos caem em Chicago com aumento da oferta global

Soja, milho e trigo enfrentam baixa nos valores devido a previsões de produção

Gabriel Rodrigues11 de junho de 2026 às 17:15
Preços de grãos caem em Chicago com aumento da oferta global

As últimas projeções sobre a demanda e a oferta mundial de grãos indicam um aumento na disponibilidade de soja, milho e trigo, resultando em queda nos preços na bolsa de Chicago.

Nesta quinta-feira, 11 de junho, o milho para entrega em julho registrou uma queda de 1,73%, fechando a US$ 4,1175 por bushel. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção global de milho para o ciclo 2026/27 deve atingir 1,3 bilhão de toneladas, 0,39% acima das estimativas anteriores.

Nos Estados Unidos, a previsão é de produção de 406,29 milhões de toneladas, mantendo-se inalterada em relação ao relatório anterior. No Brasil, a estimativa permanece em 139 milhões de toneladas. Leonardo Martini, analista da StoneX, destaca que a expectativa de aumento na oferta global é um fator que contribuiu para a pressão sobre os futuros em Chicago, especialmente após o USDA aumentar em quase 8 milhões de toneladas as previsões para a Índia.

Queda nos preços da soja

Os preços da soja também recuaram em Chicago, com contratos para julho caindo 0,71% e cotados a US$ 11,15 o bushel. O USDA manteve suas previsões otimistas para a safra americana, estimando uma produção de 120,7 milhões de toneladas e exportações em 44,36 milhões de toneladas, além de estoques finais de 8,44 milhões de toneladas.

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O mercado deve agora observar o desenvolvimento da safra, pois o valor acima de US$ 12 o bushel parecia exagerado diante da realidade da oferta atual

Leonardo Martini, StoneX.

Correção nos preços do trigo

O trigo viu interrompida uma sequência de três semanas de alta, fechando em baixa de 0,13% a US$ 5,8675 o bushel. Novas projeções de aumento na oferta global indicam que a produção total deve alcançar 820,06 milhões de toneladas na safra 2026/27, um incremento em relação ao relatório anterior do USDA.

O aumento na produção em países como Rússia, Ucrânia e Turquia deve compensar reduções em regiões como a Austrália. Nos Estados Unidos, a previsão de safra foi ajustada de 42,49 milhões para 42,01 milhões de toneladas, o que impacta as operações em Chicago.

Expectativas de maior oferta global levam a queda nos preços de grãos.

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