Safra de soja nos EUA pressiona preços na bolsa de Chicago
Aumento na área plantada mantém preços em queda.

A recente expansão na safra de soja nos Estados Unidos está causando uma pressão significativa nos preços na bolsa de Chicago. Os contratos para julho registraram uma leve queda de 0,18%, fechando a US$ 11,1375 por bushel.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 92% da área destinada à soja já foi plantada para a safra 2026/27, superando os 89% do ano passado e a média das últimas cinco safras, que era de 88%.
"Desde o dia 2 de junho, a soja acumula uma queda de 5% em Chicago devido ao período sazonal de baixa. O clima favorável para as lavouras também contribui para essa tendência, que deve seguir pelos próximos 15 dias
Zotti destaca que qualquer mudança nessa trajetória pode ocorrer caso surjam novidades sobre as condições climáticas ou a demanda pelo produto americano. A expectativa é que, a partir de julho, o clima se torne desfavorável e haja impacto nas cotações, especialmente se houver compras significativas por parte da China.
Situação do Milho
No segmento do milho, os preços permaneceram estáveis, com contratos para julho apresentando uma alta de 0,18%, fechando a US$ 4,1950 por bushel. A conclusão da semeadura nos EUA está contribuindo para uma pressão de baixa nos preços.
O USDA relatou que 97% da área prevista para 2026/27 já foi plantada, ligeiramente acima dos 96% no mesmo período do ano anterior.
Desempenho do Trigo
Para o trigo, os preços também apresentaram leve alta, com contratos de julho subindo 0,34%, atingindo US$ 5,8525 por bushel. Apesar do avanço da colheita de trigo de inverno, a qualidade das plantações está em declínio.
O USDA informou que 11% da área já foi colhida, superando os 4% registrados no ano anterior. Entretanto, apenas 25% das lavouras estão em boas ou excelentes condições, um ponto percentual a menos em comparação com o relatório de uma semana atrás e muito inferior aos 54% do ano passado.
✨ O clima e a demanda pela soja americana podem influenciar os preços nos próximos meses.
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