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Azul prevê redução de mais de 50% nas despesas com juros após reestruturação

Companhia aérea destaca impacto positivo do processo de Chapter 11 em suas finanças.

Camila Souza Ramos27 de março de 2026 às 14:20
Azul prevê redução de mais de 50% nas despesas com juros após reestruturação

A Azul Linhas Aéreas anunciou que espera uma drástica diminuição superior a 50% em suas despesas anuais relacionadas a juros, comparando ao que era projetado antes de iniciar o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11.

Iniciativas de otimização financeira

Conforme divulgado em fato relevante nesta sexta-feira (27), a companhia projeta reduções 'expressivas e permanentes' em suas despesas financeiras e de arrendamento, oriundas das negociações firmadas durante o Chapter 11. A Azul relaciona essa evolução a uma estrutura de capital mais robusta, que permite não apenas um custo financeiro menor, mas também maior previsibilidade em suas operações.

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Essas iniciativas emocionam a trajetória de geração de caixa da companhia e a desalavancagem a longo prazo

Azul

Estimativa de economia anual de R$2,2 bilhões.

Reestruturação concluída

A Azul finalizou seu processo de reestruturação sob o Chapter 11 em fevereiro de 2026, com alavancagem líquida abaixo de 2,5 vezes.

Além disso, a empresa relatou que espera uma redução de cerca de um terço nas despesas recorrentes de arrendamento de aeronaves até 2026, em grande parte devido à otimização de sua frota e revisão de contratos de leasing.

Ao mesmo tempo, a Azul comunicou uma leve diminuição de 1% na capacidade de voos domésticos no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, reafirmando seu compromisso em manter uma abordagem disciplinada no crescimento da capacidade para aprimorar rentabilidade e fluxo de caixa.

Foco em eficiência operacional e alocação de recursos.

A companhia também compartilhou seus resultados do quarto trimestre do ano passado, reportando um Ebitda de R$ 2,1 bilhões, que representa um aumento de 9,6%, com a margem subindo 1,7 ponto percentual, atingindo 36,9%. Por sua vez, a receita líquida somou R$ 5,8 bilhões, uma elevação de 4,6% em comparação ao mesmo período em 2024.

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