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Tyson Foods encerra operação na Geórgia por reestruturação financeira

Fechamento da unidade levará à demissão de 168 funcionários.

Acro Rodrigues08 de abril de 2026 às 18:45
Tyson Foods encerra operação na Geórgia por reestruturação financeira

A Tyson Foods, uma das principais empresas do setor de carnes nos Estados Unidos, anunciou o fechamento de sua unidade de produção em Rome, Geórgia, como parte de uma estratégia de reestruturação para otimizar custos. Essa decisão afeta diretamente 168 trabalhadores que perderão seus empregos.

A planta, que estava em operação desde 2014, produzia barras de granola sob contrato com a General Mills. No entanto, a companhia declarou que diversas mudanças tornaram a operação financeiramente inviável, levando à decisão de encerrar as atividades até o dia 31 de maio de 2026.

Esse fechamento é apenas uma das várias ações que a Tyson tem tomado recentemente para lidar com as dificuldades enfrentadas no mercado. No início deste ano, a empresa havia fechado sua principal planta de carne bovina no Nebraska, devido à escassez de gado e ao aumento dos custos relacionados ao processamento.

Tyson Foods já havia encerrado outras unidades, incluindo uma em Lexington, Kentucky, e outra em Perry, Iowa.

As operações da Tyson estão se reorientando para o setor de proteínas e alimentos preparados, com marcas como Jimmy Dean e Hillshire Farm. Apesar das dificuldades, essa divisão experimentou um aumento nas vendas no primeiro trimestre de 2026, o que contribuiu para o aumento do lucro operacional.

Contexto Financeiro

No primeiro semestre de 2026, a Tyson relatou um lucro líquido de US$ 85 milhões, o que representa uma queda significativa em relação aos US$ 359 milhões do mesmo período em 2025. A empresa também revisou para baixo suas expectativas de perda na divisão de bovinos para o ano fiscal de 2026, agora entre US$ 250 milhões e US$ 500 milhões.

O primeiro trimestre também apresentou um EBITDA de US$ 591 milhões, uma queda em relação aos US$ 918 milhões do ano anterior, sob evidência de uma rentabilidade em declínio, mesmo com uma receita de US$ 14,3 bilhões, um crescimento de 5,1% em comparação com 2025.

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