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BTG Pactual descarta compra do Banco de Brasília, diz André Esteves

André Esteves confirma foco em ativos, mas exclui itens do Banco Master

Acro Rodrigues13 de abril de 2026 às 12:55
BTG Pactual descarta compra do Banco de Brasília, diz André Esteves

O chairman do BTG Pactual, André Esteves, reafirmou que sua instituição não está interessada na aquisição do Banco de Brasília (BRB). Este anúncio se deu após Esteves participar de um painel na Conferência de Carreiras promovida pelo braço filantrópico de educação do BTG.

Durante o evento, Esteves revelou que o banco está focado em outros ativos do BRB, mas deixou claro que não considerará os relacionados ao Banco Master. Ele comentou, "Já compramos ativos, estamos olhando outros ativos (do BRB), mas não vamos olhar os do Master".

Bradesco e Itaú já negociaram cerca de R$ 1 bilhão em ativos com o BRB.

O executivo também mencionou que outras instituições financeiras entre os maiores do Brasil estão operando na aquisição de ativos do BRB. O Bradesco e o Itaú, por exemplo, já negociaram com o banco brasiliense a compra de R$ 1 bilhão em carteiras de empréstimos.

Contexto do BRB

Apesar das movimentações, o BTG Pactual não planeja adquirir o BRB, embora discussões sobre uma possível venda de ativos estejam em pauta. Fontes afirmam que a instituição pode, em uma situação extrema, ser considerada para a compra do banco ou de parte dele.

O BTG é frequentemente visto como um potencial comprador de bancos em dificuldades, tendo adquirido anteriormente instituições como o Banco Panamericano, Bamerindus e Banco Nacional. Recentemente, o banco anunciou a compra do Digimais, que pertence ao bispo Edir Macedo e enfrenta condições financeiras delicadas.

Na última semana, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, estiveram em São Paulo discutindo a venda de ativos do Banco Master, avaliados em R$ 15 bilhões. Além disso, eles buscam um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para cobrir déficits, utilizando o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e apoio de outros bancos.

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