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Colombo lança colhedora de pimenta inédita no mercado brasileiro

Inovação promete aumentar eficiência e qualidade na colheita

Gabriel Rodrigues28 de abril de 2026 às 19:20
Colombo lança colhedora de pimenta inédita no mercado brasileiro

A Indústrias Colombo, localizada em Pindorama (SP), anunciou a fabricação da primeira recolhedora de pimenta-do-reino do mundo, um marco para a mecanização desta especiaria no Brasil.

Apresentada durante a 31ª Agrishow em Ribeirão Preto, a ação busca inovar no cultivo, tradicionalmente realizado de forma manual, especialmente nas regiões do Espírito Santo, Pará e Bahia, que dominam a produção nacional.

A empresa planeja produzir 50 unidades da colhedora em 2026.

Com a produção inteiramente nacional, a nova máquina é uma extensão da liderança da Colombo na mecanização do café conilon e se alinha à estratégia de desenvolver soluções específicas para culturas menos mecanizadas.

Após sua validação no Brasil, a empresa tem planos para exportar a tecnologia para países como Vietnã e Malásia, onde a pimenta-do-reino também é cultivada.

Neto Colombo, diretor de operações da empresa, destacou que a recepção na Agrishow foi promissora e pode aumentar a demanda pelas colhedoras. Apesar da queda nas vendas de máquinas na primeira metade do ano, ele acredita que este novo produto pode ajudar a superar os atuais desafios econômicos enfrentados pelos agricultores, que lidam com juros altos e margens de lucro reduzidas.

A colhedora prometida pela Colombo conta com uma lona que coleta os cachos de pimenta entre as linhas de plantio, separando impurezas e entregando apenas o produto pronto para o processamento pós-colheita. Após três anos de pesquisa e desenvolvimento, a expectativa é que a nova tecnologia possa elevar a produtividade em até 20%, reduzindo também os custos operacionais.

Além disso, a mecanização tende a melhorar a qualidade do produto, tornando-o mais adequado para mercados internacionais, onde cerca de 90% da produção brasileira é destinada.

Neste início, a Colombo focará na venda das máquinas no Brasil, especialmente nas principais áreas de cultivo, com um lote piloto de 50 unidades, que poderá ser ajustado conforme a demanda dos produtores.

Colombo enfatizou que a introdução desta nova tecnologia exigirá um tempo de adaptação para os agricultores. "Queremos acompanhar de perto esse processo", afirmou.

A expectativa é de que a iniciativa traga um incremento significativo na receita da empresa, que já registrou um crescimento de 12% em 2025 em comparação a 2024, mesmo diante de um cenário desafiador no setor agrícola, e que espera manter esse crescimento em 2026 com as novas inovações.

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