Companhias aéreas low cost buscam US$ 2,5 bi em apoio do governo
Alta nos preços de combustível leva empresas a solicitar ajuda

Companhias aéreas de baixo custo nos EUA solicitaram um apoio financeiro de US$ 2,5 bilhões para enfrentar o aumento significativo nos preços do combustível, mas o secretário de Transportes, Sean Duffy, não vê necessidade de um resgate governamental.
Duffy se manifestou em uma coletiva de imprensa no aeroporto de Newark, afirmando que as empresas têm outras opções financeiras. 'Se encontrarem recursos nos mercados privados, isso será mais vantajoso', comentou.
✨ O aumento nos preços do combustível de aviação dobrou os custos e tem gerado perdas.
Recentemente, após a falência da Spirit Airlines, surgiram indícios de que algumas companhias aéreas poderiam considerar o resgate como uma oportunidade ao invés de uma necessidade financeira. A Frontier e a Avelo, entre outras, propuseram a troca de warrants que poderiam resultar em ações em troca dos fundos solicitados ao governo.
A proposta para a criação de um fundo de liquidez foi apresentada pela Associação de Companhias Aéreas de Baixo Custo, com o argumento de que a ajuda é vital para estabilizar as operações e manter os preços das passagens acessíveis, em meio à volatilidade atual do mercado.
Adicionalmente, as companhias requisitaram ao Congresso que suspendesse um imposto de 7,5% sobre passagens aéreas e uma taxa de US$ 5,30 por trecho, o que representaria um alívio de um terço dos custos adicionais com combustível.
Contexto
A escalada dos preços do combustível foi exacerbada por fatores geopolíticos, como o conflito entre EUA e Irã, impactando diretamente a operação das companhias aéreas e suas margens de lucro.
Em uma reunião recente em Washington, executivos de diversas companhias aéreas de baixo custo discutiram com Duffy e com Bryan Bedford, chefe da Administração Federal de Aviação, as expectativas de gastos adicionais com combustível para o presente ano, que geraram a estimativa de US$ 2,5 bilhões.
Por outro lado, a Airlines for America, que representa as principais linhas aéreas do país, manifestou-se contra a proposta de resgate, argumentando que tal intervenção premiaria empresas que não tomaram decisões financeiras prudentes, prejudicando a concorrência e os consumidores a longo prazo.
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